"And now," cried Max, "let the wild rumpus start!"

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domingo, 29 de janeiro de 2012

AS AVENTURAS DE TINTIN - o filme

poster do filme
Título: As aventuras de Tintin e o Segredo do Licorne
Título original: The adventures of Tintin and the Secret of the Unicorn
Direção: Steven Spielberg & Peter Jackson
Ano: 2011

Porque faz tempo que não resenho filme.

Baseado na obra do cartunista Hergé, Steven Spielberg se inspirou pra fazer um novo filme na moda: em 3D. 

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Tintin é um jornalista investigativo famoso por solucionar vários mistérios e encontrar diversos tesouros perdidos.

Um belo dia, ele e seu cachorro estão numa feira de artes quando encontram a réplica de um navio antigo e muito famoso, e no momento seguinte da compra, dois homens aparecem querendo o mesmo navio. Claro, Tintin não aceita as ofertas e vai direto para casa, onde Milu quebra o tal do navio. 


Daí, quando Tintin estava fora de casa, entram na casa dele, roubam o navio, ele sai atrás de um dos homens que quis comprar o navio dele e descobre que na casa dele existe uma outra réplica do navio que ele havia comprado. Chegando em casa, ele descobre que o seu apartamento foi todo revirado e ele acha um pequeno tubo de metal debaixo de uma cômoda, que caiu lá quando o navio dele foi quebrado. Dentro do tubo tem um pergaminho que contém um enigma que leva ao tesouro do Licorne, o navio.

Sakharine, o homem que quis comprar o barco de Tintin rapta ele e o capitão Haddock e os dois, enquanto tentam fugir desse homem, vão em busca do tal tesouro do Licorne.

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Altas aventuras com essa turminha do barulho!

Ok. Adorei o filme, muito bonito, muito bem feito e uma coisa que eu gostei muito é que os dubladores brasileiros são os mesmo que dublavam a série animada aqui no Brasil: muito amor. 

Eu assisti o filme sem o 3D, porque aqueles óculos me irritam, principalmente porque eu tenho que usar óculos por baixo e me dá tontura e não gosto de 3D. 

Tudo indica que vai ter continuação porque alguns personagens dos quadrinhos ainda não apareceram e no finalzinho do filme meio que tem um gancho pro segundo. Me parecer final é: vale a pena assistir o filme e vou torcer por ele no Oscar de animação do ano que vem, a menos que lancem um filme totalmente incrível, mas aí eu lembro que a Pixar vai lançar Brave esse ano e minha opinião já fica dividia.

EDIT: Eu descobri que Tintin não está concorrendo ao Oscar esse ano, só na categoria de Melhor Trilha Sonora e descobri também que não pode ser considerado animação porque foi feito com captura de movimento, e não como animação "deveria ser". E por isso que quando eu ganhar o meu Oscar, vou agradecer a mim mesma e mandar a academia tomar no cu.

A MULHER DO VIAJANTE DO TEMPO de Audrey Niffenegger

Título: A Mulher do Viajante do Tempo
Título Original: The Time Traveler's Wife
Autora: Audrey Niffenegger
Editora: Suma de Letras

Mais um livro que eu terminei antes de ler 10 páginas de Drácula. yay.

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Clare e Henry são um casal no mínimo estranho. Clare é a filha de uma família católica que vive numa casa gigante no Michigan, e Henry é um cara oito anos mais velho do que ela que vive em Chicago e que conheceu Clare quando ela tinha seis anos e ele tinha 40. Como? Ele viaja no tempo.

Henry tem uma doença rara (ou um DNA raro) que faz com que ele viaje no tempo em horas completamente aleatórias, principalmente em horas de grande stress. Então Henry tinha 40 anos quando conheceu Clare e enquanto ela crescia, o Henry de várias épocas e idades visitava Clare (mas sempre o Henry mais velho, com trinta anos ou mais), enquanto que o Henry "do presente" vive em Chicago sem ter a mínima ideia da existência de Clare.

Henry não tem a mínima ideia de quando ele vai sumir ou quando ele volta, só sabe que a qualquer hora ele pode ir para o passado ou para o futuro e Clare sempre estará à sua espera.

Clare conheceu o seu futuro marido aso seis anos de idade e se encontrava frequentemente com o Henry de várias épocas diferentes, quando ficou dois anos sem vê-lo, até que se mudou para Chicago para fazer faculdade e se encontrou com o Henry "do presente" e passou a ter um relacionamento de verdade com ele, porque até então ele era um segredo só dela.

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Livrinho super legal. A história não é exatamente linear porque vira e mexe salta para o passado e ocasionalmente para o futuro. Ele é contado sob o ponto de vista de Clare ou de Henry, sempre indicando qual dos dois está narrando a história.

A Mulher do Viajante do Tempo e o romance de estreia da autora, e eu achei que foi bem escrito. No geral eu não curto muito romances, mas esse não foi aquela coisa água com açúcar, previsível e tal. Tinha umas partes que eram bem densas, principalmente quando mostra a vida adulta dos dois. O final também foi bem diferente, ou sei lá. Eu achei um pouco triste, mas bem bonito. Me fez pensar também sobre todas as vezes que eu quis voltar pro passado, porque o Henry volta diversas vezes para pontos do passado que ele não gostava e ele não podia mudar nada lá e várias e várias vezes ele voltava nesse ponto, vendo tudo de diferentes perspectivas.

Achei legal também o fato de que Henry só podia voltar no tempo com o que pertencia ao seu corpo, então ele sempre aparecia nu, e ao longo de tempo arranjou maneiras de se virar. O Henry adulto também serviu de professor para o Henry criança e mostrou a ele como sobreviver.

De modo geral, gostei bastante do livro, se fosse pra dar um nota, seria uns 8,5. Agora espero terminar logo de ler Drácula que quanto mais eu leio, mas páginas surgem, mas vamos ver. Comecei a ler outro livro e tenho quase certeza de que vou terminar ele antes.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

QUEM É VOCÊ, ALASCA? de John Green

Título: Quem é Você, Alasca?
Título Original: Looking for Alaska
Autor: John Green
Editora: Martins Fontes

Então, acontece que a cada três páginas que eu lia de Drácula, eu lia um livro e assim por diante. Acho que vou tentar adotar uma estratégia de leitura de Drácula, ou o livro nunca vai acabar.

Alasca foi um livro indicado pelo meu amigo André (http://hipster-robin.blogspot.com/ ) e que eu escolhi como presente de Natal da minha amiga Stephanie (a gente vai numa livraria no aniversário de cada uma e no Natal e cada uma escolhe o seu presente, assim não tem erro, rs) e acabou sendo o melhor presente desse Natal e de muito outros, e um dos meus livros favoritos.

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Miles Halter é um nerd/loser filho único que mora na Flórida com seus pais e não tem muitos amigos, e que tem como hobby colecionar as últimas palavras de pessoas ilustres. Então ele resolve ir para um colégio interno, em busca do Grande Talvez (ter novas experiências, coisas do tipo).

Logo que chega, somo apresentados ao seu colega de quarto, Chip Martin, mais conhecido como Coronel e que logo começa a chamar Miles de Gordo (porque Miles é magricela, então o apelido é irônico) e em seguida ele apresenta Gordo a Alasca, por quem ele instantaneamente se apaixona.

Alasca é uma garota bonita, inteligente e extremamente temperamental (imagina alguém que é toda fofa num minuto, e no outro tá tendo um ataque histérico e coisa do tipo) e no seu quarto, além de vários maços de cigarro que ela vende para outros alunos (Gordo com o tempo vira cliente dela), ela tem pilhas e pilhas de livros que ela chama de "Biblioteca da Vida", que são todos os livros que ela comprou em diversas vendas de garagem e que ela pretende ler em algum dia da vida.

O dia-a-dia de Gordo não exatamente animado. Ele assiste às aulas, estuda bastante, fuma e sai escondido com seus amigos e planeja trotes a seer executados no campus da escola. Fora isso, mostra a sua amizade com Coronel e Alasca se estreitando aos poucos.

Tudo vai bem até o dia em que acontece algo terrível que muda a vida de todos profundamente.

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Recomendo, recomendo, recomendo. Nossa, que livro bom.
Ele não é exatamente longo, e o ritmo dele é tão rápido que sem perceber você já passou da metade dele (li tudo num dia só). Gostei muito dos personagens e de tudo e amei John Green, uma pena que Alasca é o único livro dele aqui no Brasil, e foi o primeiro da carreira dele. Pelo que eu ouvi dizer, esse livro ganhou um Pulitzer, que é tipo um Oscar da literatura.

O livro me lembrou bastante O Apanhador no Campo de Centeio em vários aspectos, mas não sei dizer bem por que. É um livro meio introspectivo e um pouco denso, até, mas não chega a ser difícil de ler nem nada.

Fiquei bem animada com John Green e até comprei o segundo livro dele, mas aí eu vi uma resenha falando que o livro é ruim, mas não sei, vou esperar ler pra poder tirar alguma conclusão.

Espero que tenham gostado.

COISAS FRÁGEIS 1 E 2 de Neil Gaiman

Título: Coisas Frágeis
Título Original: Fragile Things
Autor: Neil Gaiman
Editora: Conrad

Como podem ver: mais livrinhos paralelos e nada de Drácula.

Bom, essa é uma coletânea de contos e poemas do Neil Gaiman, que eu amei, por sinal.

A resenha vai ser meio curta porque não vai ter resumo de história nem nada, porque são contos.

Eu não sei o motivo, mas eu deveria ter lido Gaiman antes na minha vida. Li Coisas Frágeis e me apaixonei pelos contos e agora quero ler tudo que ele escreveu. Alguns contos tem elementos fantásticos, outros não, os poemas são bem bacaninhas tudo lindo, etc.

Eu queria dizer que gosto muito das capas das edições brasileiras, mas eu só queria saber por que raios a Conrad resolveu dividir o livro em dois volumes, porque o original inglês é um volume só e nem tem a desculpa do tamanho pra ser usada porque o primeiro volume tem um pouco mais de 200 páginas e o segundo, um pouco mais de 150.

Enfim, leiam Coisas Frágeis: super recomendo.


MARINA de Carlos Ruiz Zafón

Título: Marina
Autor: Carlos Ruiz Zafón
Editora: Suma de Letras

Bom, pra começar e só ir avisando: vou fazer um monte de resenhas seguidas porque li um monte de livros essa semana (eba).

Esses dias eu tava reclamando que só tinha lido uns 4 livros nessas férias, sendo que em julho eu tinha conseguido ler 9, mas naquele mês eu não estava trabalhando com a minha mãe. Aí eu decidi ter uma semana rebelde e não fazer nada e só ficar lendo/computador.

Como dá pra perceber, o livro não faz parte do desafio, eu tô livros em paralelo porque ler Drácula de novo sem ter outro livro do lado ia me matar de depressão.

Óscar Drai é um menino de 15 anos, que como ele mesmo diz, estava mofando em um internato com nome de santo em Barcelona. Todos os dias, depois das aulas, os alunos do internato tinham um período de 3 horas livres até a hora do jantar, que deveria ser utilizado para estudar, mas que Óscar, em vez disso, aproveitava para explorar a cidade. Num desses dias, ele encontra um mansão aparentemente abandonada com uma música estranha e resolve entrar (porque o pensamento mais lógico do mundo quando você se depara com uma mansão abandonada é entrar nela). Ele segue até o local de onde está vindo a música e quando chega mais perto da vitrola, percebe que tem mais alguém na sala, aí ele se assusta e sai correndo.

Na fuga, ele percebe que no meio de todo aquele susto, ele acabou levando um relógio de bolso de ouro junto com ele, mas na hora ele não tem coragem suficiente pra ir devolver o relógio.

Alguns dias depois, ele volta para a mansão para devolver o relógio e se encontra com uma menina logo na entrada da mansão, e o nome dela é Marina e é a filha do homem que Óscar tinha visto no outro dia. (Corta pro Óscar devolvendo o relógio, falando que sente muito e todos ficando felizes). Logo Óscar se torna amigo de Marina e começa a frequentar diariamente a mansão em que ela vive.

Resuminho da família: Germán, o pai de Marina, era um pintor muito talentoso e famoso na burguesia de Barcelona quando se apaixona por uma cantora de ópera. Os dois se casam, ela descobre que estava grávida, tudo lindo, mas: ela tinha uma doença grave e tinha que escolher entre ela e o bebê, e ela escolheu o bebê. Marina nasce, a mãe morre e o pai nunca mais pinta e hoje em dia vive doente com a filha numa mansão semi-abandonada e sem dinheiro nem pra ter luz elétrica.

Num belo dia Óscar é chamado por Marina para dar um passeio: visitar o túmulo da mãe de Marina, quando encontram no cemitério uma senhora vestida toda de preto, com o rosto coberto por um véu e que ia visitar um túmulo sem nome, apenas com o desenho de uma borboleta negra com as asas abertas, e decidem segui-la. No meio da perseguição a mulher simplesmente desaparece e os dois se veem diante de uma estufa de plantas, mas com marionetes sinistras penduradas no teto, e em cima de uma escrivaninha, um álbum de fotografia com fotos de pessoas doenças degenerativas e coisas do tipo.

Eles saem de lá, mas com o passar do tempo, o tal símbolo da borboleta negra começa aparecer com certa frequência na vida de Óscar e surge então, um mistério que ele e Marina devem desvendar.

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Minha história com o Zafón começou uns 4, 5 anos atrás quando foi lançado aqui no Brasil o livro chamado A Sombra do Vento, que uma menina da minha sala (minha amiga na época) estava lendo e me recomendou. Um tempo depois, comprei, li e quando terminei, eu fiquei: "uau". O jeito que ele escreve e as histórias dele são sempre de tirar o fôlego. Aí eu li O Jogo do Anjo logo que foi lançado e Marina eu comprei logo que fiquei sabendo do lançamento.

Eu considero o Zafón um gênio e amo todos os (três) livros dele que eu li. Espero num futuro próximo que lancem tudo dele aqui no Brasil porque eu tenho preguiça de ler em espanhol.

Vamos pra minha impressão do livro: amei, amei, amei. Ele tem 192 páginas e eu comecei a ler junto com Drácula, então eu lia um pouquinho de Drácula, um pouco de Marina, Drácula, Marina, mas numa bela noite de rinite atacada e (consequentemente) insônia, li tudo de uma vez só. O final me deixou meio triste, mas não posso falar o motivo porque é spoiler.

Agora, que venham as outras resenhas. (Eu pensei em escrever sobre o estilo das histórias do Zafón, mas me deu preguiça, desculpa.)

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

CORAÇÃO DE TINTA de Cornelia Funke

Título: Coração de Tinta
Título Original: Inkheart
Autora: Cornelia Funke
Nº de páginas: 456

Coração de Tinta é o primeiro livro da trilogia chamada Mundo de Tinta.

Neste primeiro livro, somos apresentados a Mo, um restaurador e amantes de livros, e sua filha Meggie, de 12 anos.

Mo, além de ser um talentoso restaurador de livros, nasceu com um dom incomum: quando ele lê em voz alta, tudo o que está escrito nos livros ganha vida própria e alguns dos personagens veem parar no nosso mundo.

Numa noite chuvosa Mo e Meggie recebem a visita do misterioso Dedo Empoeirado que revela aos dois que Capricórnio, um personagem de um livro que ganhou vida através da voz de Mo, está atrás deles.

Rapidamente os dois vão para a casa da tia da mãe de Meggie (ai, essas relações de parentesco <3), mas logo são encontrados e Mo, para proteger a sua filha, vai sozinho ao encontro de Capricórnio, que quer que ele traga de dentro do livro de onde veio, um velho amigo que ele quer rever e que irá ajudá-lo em suas maldades.

Resuminho pequenininho porque se eu contar mais, perde a graça. Livro muito fofo, a trama é bem simples e muitas vezes até previsível, mas muito bem feitinho. Chega a ser "bobo" em certas partes, mas isso não deixa de te cativar, afinal, quem nunca sonhou em trazer à vida os personagens dos livros que lemos?

Livro recomendadíssimo, e o que eu mais gostei foi que no começo de cada capítulo tinha um trecho de algum clássico da literatura infanto-juvenil que tinha a ver com o que ia acontecer no capítulo.

Agora eu quero ler o resto da série, mas cadê dinheiro?



A FANTÁSTICA FABRICA DE CHOCOLATE de Roald Dahl

Título: A Fantástica Fábrica de Chocolate
Título original: Charlie and The Chocolate Factory
Autor: Roald Dahl

Finalmente depois de dois livros de politicagens e filosofagens, temos um livro infantil no desafio. Coisa mais fofa do mundo e que deu uma vontade insana de comer chocolate (e pra piorar eu tô de dieta).

Como dá pra ver, esse é o livro que inspirou os dois filmes homônimos, um de 1971 dirigido por Mel Stuart (o nome do filme em inglês dessa versão ficou como Willy Wonka & The Chocolate Factory), e outra de 2005 dirigida por Tim Burtom e com o Johnny Depp.

Quanto à história, pra quem viu o filme, não tem muito o que falar, mas vou fazer um resumo mesmo assim.

Charlie é um garoto muito pobre que vive numa casinha com seus quatro avôs, seu pai e sua mãe. Seus avôs, como são muito velhos ficam o tempo todo deitados na mesma cama, a única da casa, enquanto Charlie e seus pais dormem em colchões no chão. O pai de Charlie é o responsável por trazer o dinheiro para casa, trabalhando numa fábrica de pasta de dentes, colocando as tampinhas nos tubos, e o que ele ganha mal dá pra comprar comida suficiente para todos.

Na cidade de Charlie existe uma grande fábrica de chocolate que é administrada por Willy Wonka, um verdadeiro gênio na arte de fazer chocolates. Conta-se que antigamente Willy Wonka tinha muitos empregados na sua fábrica e que a cada dia ele inventava um doce novo e revolucionário, mas logo seus concorrentes começaram a contratar espiões para que eles roubassem as suas receitas, o que fez com que Willy deixasse sua fábrica fechada durante anos, até que um dia ela voltou a funcionar, mas sem nenhum funcionário e nunca se via gente entrar ou sair de lá.

Um belo dia o dono dessa fábrica anuncia que dentro de 5 barras de chocolate Wonka foram colocados 5 bilhetes dourados e que as crianças que achassem esses bilhetes poderiam ir conhecer a fábrica por dentro, ver como ela funciona e ganhar um suprimento de doces Willy Wonka por toda a vida, então, começa uma maratona desenfreada de crianças comprando barras e mais barras de chocolate em busca do bilhete.

Charlie, é claro, queria achar o tal bilhete, mas ele só comia uma barra de chocolate uma vez por ano, que ele ganhava de presente de aniversário, e a que ele ganhou naquele ano não estava premiada e só restava mais um bilhete a ser encontrado. Um dia, quando estava no caminho de volta para casa, Charlie encontra uma moeda no chão que ele usa para comprar o chocolate que tinha o bilhete dourado, seu ingresso para a visita de fábrica de chocolate.

Então, Charlie, seu avô e mais quatro crianças vão conhecer a fantástica fábrica de Willy Wonka e seus curiosos funcionários, os umpa-lumpas.

Bom, sendo um livro infantil, ele é meio bobinho até, mas continua sendo lindo e tudo de bom. Nem vou fazer comparação com o filme porque meh, mas vou dizer que gosto muito da adaptação que o Tim Burton fez. Eu queria ressaltar que eu gostei muito da tradução e que as musiquinhas cantadas pelos umpa-lumpas ficaram maravilhosas. Enfim, é isso.

Me desejem sorte com Drácula e a Lucy-mais-porre-do-mundo.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

ADMIRÁVEL MUNDO NOVO de Aldous Huxley

Título: Admirável Mundo Novo
Título Original: Brand New World
Autor: Aldous Huxley

Mais um livro do desafio. Esse eu já tinha lido no segundo colegial e tinha adorado na época, mas não sei o que foi dessa vez, mas achei o livro um porre eterno. Acho que foi porque li no computador, sei lá, só sei que que era torturante e tedioso e não acabava nunca.

O livro se passa no ano de 600 e alguma coisa d. F. (depois de Ford), num mundo futurístico em que tudo é automático e a sociedade é extremamente consumista. O deus desse mundo é Ford, o cara que inventou o automóvel e as pessoas nesse mundo não nascem mais a partir das mães, elas são criadas em tubos chamados de bocais e quando são decantados (nascem), elas são criadas e condicionadas a agirem de acordo com sua casta e função na sociedade. As castas são os Alfas, Betas, Gamas, Deltas e Epsilons e cada casta é subdividida entre os Mais e os Menos, sendo que um Alfa-Mais fica no topo da pirâmide social.

Nesse mundo, as pessoas são condicionadas a consumirem o máximo que puderem e a ter o máximo de relações com o máximo de pessoas possível, sendo que um dos lemas é "cada um é de todos".

O livro conta a história de Lenina e Bernard Marx, que trabalham no Centro de Incubação e Condicionamento de Londres Central, o lugar onde os humanos são criados e condicionados até estarem prontos para integrarem a sociedade. Lenina é uma moça que é muito popular entre os rapazes do lugar onde trabalha e Bernard, apesar de ser um Alfa-Mais, possui um pequeno defeito físico que dizem que ocorreu enquanto ainda estava no bocal e por isso ele tem a estatura de alguém de casta inferior, e esse mesmo defeito físico faz com que ele acabe pensando mais que os outros e que se isole socialmente, sendo tratado como alguém muito estranho.

Bernard quer ficar com Lenina, e por isso convida ela para passar as férias na Reserva, um reduto onde vivem selvagens (pessoas próximas aos índios, que cultuam deuses e ainda celebram o casamento). Lá eles conhecem Linda, uma moça que vivia em Londres e que tinha ido passar as férias na Reserva anos atrás, mas que sofreu um acidente enquanto passeava sozinha e não pode voltar. Linda teve um filho na reserva, chamado John e diante desse descoberta, Lenina e Bernard levam John e Linda para Londres e o resto do livro mostra a vida do Selvagem (como John é chamado a partir de então) em Londres.

Juro que não sei o que me fez detestar tanto esse livro dessa vez que eu li, só sei que li o mais rápido que pude pra acabar logo e que os personagens são um porre sem fim.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

A REVOLUÇÃO DOS BICHOS de George Orwell

Título: A Revolução dos Bichos
Título Original: Animal Farm
Autor: George Orwell
Nº de páginas: 96

RESUMÃO: Revolução Russa meets Cocoricó (rsrsrs como eu sou hilária)

Pra começar: li esse livro por causa do desafio, não que eu fizesse questão de ler esse tipo de livro porque eu tô cagando e andando pra política (sim, não tô nem aí), por isso li sem tentar fazer correspondências com a Revolução Russa e sem pensar no significado político-filosófico da obra, OU SEJA: li para o meu entretenimento.

Let's go Sinopse: Era uma vez numa fazenda um porco velho e inteligente convoca todos os outros animais pra contar um sonho que teve, e esse sonho era que não só os animais da fazenda, mas todos os animias da Inglaterra conseguiriam se libertar da opressão do homem pra cima deles e viveriam em igualdade e liberdade administrando as fazendas em que viviam.

Dias mais tarde o tal porco morre e a vida na fazenda continua, mas depois de terem se tocado que estavam sempre sendo abusado pelo dono da fazenda, eles se revoltam e botam o cara pra correr. A partir de então eles mudam o nome da fazenda de Granja do Solar para Granja dos Bichos e passam a viver em conjunto, unidos para o bem comum, liderados por dois porcos, Napoleão e Bola-de-Neve. Logo no começo eles definem as regras para que a fazenda vá bem etc e com as promessas de que os animais teriam mais comida e seriam mais felizes.

No começo ia tudo bem, tudo lindo, mas com o tempo os porcos começam a ser favorecidos por esse novo sistema e Napoleão e Bola-de-Neve começam a divergir ideologicamente. O resto você aprende nas aulas de história na parte de Revolução Russa/Guerra Fria.

Eu esperava por outro final, menos depressivo, mas acho que já tava pedindo demais. Sansão, Benjamin e a gata (esqueci o nome dela) são os meus personagens favoritos por motivos óbvios e agora Admirável Mundo Novo me aguarda.

O Grande Alphabethlon da Literatura I [Edição de 2012]

Ressucitando o blog, não que alguém se importe/leia, mas anyway, tô postando.

Junto com o meu amigo André (http://hipster-robin.blogspot.com/), criei um desafio que consiste em ler 26 neste ano apocalíptico de 2012. Como eu tenho preguiça etc, vou dar um Ctrl+C Ctrl+V no post dele.

Propósito: 26 livros (não conseguimos decidir uma letra Y, então serão dois na letra L, porque ficamos indecisos entre eles) em um ano! Cada um lê no seu ritmo, sem pressa, mas tem que ler todos até o dia 31 de dezembro e tem que ser em ordem alfabética, como consta na lista. Ninguém ganha nada (conhecimento! cultura! kk), mas, né, bora participar, galera!

Os participantes devem (se quiser, né) manter os dados dos livros que estão sendo lidos no Skoob – simplesmente porque é mais fácil. Fazer uma conta é bem rápido e é facílimo de mexer. Quem quiser participar, posta o perfil no comentário, o meu perfil tá aqui.

Qualquer um que quiser participar é bem vindo!


Lista de livros (preparada por mim e André) abaixo:

Animal Farm
A Revolução dos Bichos (George Orwell)
Brave New World
Admirável Mundo Novo (Aldous Huxley)
Charlie and the Chocolate Factory
A Fantástica Fábrica de Chocolate (Roald Dahl)
Dracula
Drácula (Bram Stoker)
Emma
Emma (Jane Austen)
Frankenstein
Frankenstein (Mary Shelley)
Great Gatsby, The
O Grande Gatsby (F. Scott Fitzgerald)
Hobbit, The
O Hobbit (J. R. R. Tolkien)
Intruder in the Dust
O Intruso (William Falkner)
Jungle Book, The
Mogli: O menino lobo (Rudyard Kipling)
King Lear
Rei Lear (William Shakespeare)
Lolita + Lord of the Flies
Lolita (Vladmir Nabokov) + O Senhor das Moscas (William Golding)
Mrs. Dalloway
Mrs. Dalloway (Virginia Woolf)
Notre-Dame de Paris
O Corcunda de Notre-Dame (Victor Hugo)
Oliver Twist
Oliver Twist (Charles Dickens)
Picture of Dorian Gray, The
O Retrato de Dorian Gray (Oscar Wilde)
Quincas Borba
Quincas Borba (Machado de Assis)
Reinações de Narizinho
Reinações de Narizinho (Monteiro Lobato)
Strange Case of Dr. Jekyll and Mr. Hyde, The
O Médico e o Monstro (Robert Louis Stevenson)
Time Machine, The
A Máquina do Tempo (H. G. Wells)
Umibe no Kafka
Kafka à Beira-mar (Haruki Murakami)
Vanity Fair
A Feira das Vaidades (William Makepeace Thackeray)
Wonderful Wizard of Oz, The
O Maravilhoso Mágico de Oz (L. Frank Baum)
Xangô de Baker Street, O
O Xangô de Baker Street (Jô Soares)
Zookeeper's Wife, The: A War Story
O Zoológico de Varsóvia (Diane Ackerman)

De preferência, os livros devem ser lidos na ordem e caso já tenha lido algum dos livros acima, o ideal é reler.

Vou fazer uma resenhazinha de cada livro quando terminar de ler.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Fansubber, Scanlators, Editoras e Dublagem.

Oi, faz tempo. Eu sei, adoro deixar este blog cheio de teias de aranha e sair limpando depois. Ok.

Hoje eu resolvi fazer um post um pouco diferente do que eu faço. Nada das minhas resenhas. É.

Enfim, a história é a seguinte: desde 2007 eu colaboro com um scanlator, em 2009 eu colaborei um tempo com um fansubber e em 2010 eu comecei a trabalhar na NewPOP editora. Nesses três lugares eu atuei como tradutora de japonês-português e blá blá blá. Hoej eu resolvi falar sobre o título do post, mas já vou avisando que não é nada muito profundo, sem uma pesquisa prévia muito profunda. Basicamente, vou falar do que eu sei com base na minha experiência, e como fã de séries japonesas.

Primeiro, vou explicar o que é fansubber e scanlator, caso você não saiba. Fansubber é um grupo formado por fãs que (na sua maioria) não visa o lucro e traduz séries, animes e filmes de uma língua pra outra e libera esses trabalhos na internet. Os scanlators fazem a mesma coisa, só que com mangás, na maior parte das vezes, e com comics, de vez em quando.

Aí que tá, esses grupos fazem um trabalho gratuito e disponibilizam para que qualquer um faça o download de graça. Isso é ótimo.
Na verdade não, porque eles acabam infringindo as leis de direitos autorais e a pessoa que fez o filme/série/anime/mangá deixa de receber o dinheiro que lhes é devido pelo seu trabalho e etc, etc, etc...
Mas por outro lado é bom porque nem todos têm grana pra importar os volumes lá de fora, que podem comprar DVDs e tal.
Por isso, os fansubbers (de anime) e scanlators dizem fazer um trabalho de divulgação, ou seja, eles disponibilizam o material de graça na internet só pra que todos conheçam a obra X, e quando ela for licenciada no Brasil, ela (teoricamente) seria retirada e todos deveriam comprar os mangás e DVDs originais, mas todo mundo sabe que se der uma andada pelo bairro da Liberdade, em São Paulo, ou em galerias e lojas especializadas, você vai encontrar DVDs de Naruto e Bleach que têm material oficial à venda aqui no Brasil, só que por um preço maior do que os DVDs piratas. E também tem um certo scanlator brasileiro (outros também) que continua traduzindo e editando mangás licenciados no Brasil e recentemente pegou Rockin' Heaven da Panini, escaneou e deixou disponível pra download.

Ok.

Aí você fala: "Mas o trabalho das editoras é porco e a dublagem no Brasil é um lixo". Eu sei disso, moço(a).

Vamos começar com dublagem.
Não sei se foi o meu nível de exigência que aumentou, mas eu sinto que a dublagem nos últimos tempos decaiu demais, os novos dubladores são horríveis e mais leem o script do que atuam de fato. Mas por outro lado, temos dublagens consagradas como a primeira dublagem de Cavaleiros do Zodíaco, Yu Yu Hakusho, Dragon Ball e etc...
Mas veja bem: se você não está satisfeito com as dublagens, você está no seu direito de reclamar e exigir algo melhor, mas acontece que a maioria prefere reclamar a exigir uma melhora de fato, e isso não se limita apenas à dublagem.

Tá, agora, editoras.
Bom, não sei nem por onde começar.
Tradução. Minha área, melhor.
Há alguns anos, era muito comum as editoras daqui usarem versões americanas e francesas como base pra traduzir pro português, e isso fazia com que o trabalho decaísse. Veja bem, eu não sou defensora xiita do negócio de "toda tradução deve ser feita diretamenta da língua original em que foi feita", até porque não sou mesmo. Existem línguas que têm pouquíssimos tradutores e muito menos tradutores realmente qualificados para o trabalho, então eu acho ótimo que a Trilogia Millenium, que foi escrita em sueco seja traduzida do francês por tradutores ótimos, que O Mundo de Sofia, que veio do norueguês seja traduzido do alemão e por aí vai.
Só que aí que vem o perigo: não há garantias de que a primeira tradução tenha sido de qualidade e muito menos de que a segunda também seja. E outra: muitas informações acabam sendo perdidas quando acontece a tradução de uma língua pra outra e o estilo do autor original acaba ficando diluído com o estilo do tradutor, que sim, atua como um segundo autor.

Tá, foco.
Enfim, hoje em dia, o número de editoras que usa versões de outros países diminuiu demais e só algumas ainda traduzem do inglês, a JBC é um exemplo. Na maioria, as editoras usam tradutores do japonês.
Aí que vem o maior (?) problema: tem muita gente que reclama do "manês" que a JBC usa, e que compromete o compreendimento no texto, e blá blá blá. Uma coisa: o tradutor traduz e adapta de um jeito, revisores e editores adaptam por cima e o resultado final você vê na banca. Então muitas vezes nem foi por culpa do tradutor que a versão final ficou de um tal jeito. Foi assim porque o editor/revisor quis =/
Ah, e complementando o que eu tinha dito antes, as editoras usam tradutores de japonês, mas acontece do revisor usar o material em inglês, por exemplo.

Tá, agora edição.
LIXO.
A editora com a melhor edição (ou a menos pior, talvez) é a Panini, isso porque não faz as escrotices que a JBC faz, por exemplo. E não vou puxar a sardinha pra NewPOP, eu ODEIO a fonte que ela usa nos mangás, é muito feia e incomoda na hora da leitura.
Comparado com o começo, estamos melhor agora.

Agora, eu começo a minha conclusão, ou a parte principal do texto, o motivo principal de eu ter escrito tudo aquilo lá no começo.

Enfim, é mais ou menos assim: eu não apoio o download de material já licenciado no Brasil, sim, eu faço download de mangás e animes, mas quando sai aqui no Brasil, eu procuro comprar tudo, mesmo que não seja a minha série favorita ou já saiba as falas de cor. É a minha forma de ajudar o autor.
Mas aí é que tá, sei de editores de scanlators que fazem um trabalho melhor do que de todas as editoras juntas. Vou falar disso um pouquinho mais pra frente, espera.
Acontece que assim: tradução de fansub e scanlator na maioria das vezes é feita do inglês, ou do espanhol (que muitas vezes é traduzido do inglês pro espanhol, depois traduzido pro português, olha que legal) e muitas vezes feita de um jeito MUITO porco (a da JBC acaba ganhando de dez a zero. Pois é). Porque é assim, você precisa saber muito bem a língua e a cultura da língua da qual você tá traduzindo e na maioria das vezes, o cara que traduz pra scanlator e fansub faz uma tradução totalmente literal, sem saber identificar falsos cognatos, expressões idiomáticas e por aí vai. Isso sem contar os caras que nem sabem escrever e português, e olha, isso dói muito mais do que um ser que traduz "bastard" como "bastardo".
Pensa comigo, português é a sua língua materna, como é que você espera conseguir ser um bom tradutor de uma língua pra outra sendo que você não tem nem a competência de escrever certo na sua língua.
Agora, no caso das editoras, você precisa ser bom nos dois idiomas, caso contrário, você não consegue o bendito emprego.

Ok, a conclusão de fato agora.
Eu não concordo com a pirataria desses materiais, mas concordo com uma coisa que a Sandra Monte disse: adotar os materiais de fansubbers e scanlators como forma de protesto contra o trabalho porco das editoras e das produtoras brasileiras, mas sem hipocrisia. Não diga que está fazendo download em forma de protesto, mas na verdade faz isso porque é de graça. Reclame.
Eu sei que as editoras como a JBC e a Panini não se importam com os fãs, mas alguma coisa acontece quando a caixa de mensagens deles fica cheia de reclamações e as vendas caem.
O pouco que a JBC e a Panini melhoraram não foi por nada, foi porque tinha gente gente reclamando.

Bom, é isso.
Espero que esteja mais ou menos claro o que eu quis dizer. Qualquer coisa, earea de comentários aqui em baixo =D

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

my name's WOMEN

my name's WOMEN
Ayumi Hamasaki

Hikaru mono mo Kawaii mono
Suki na koto wa aikawarazu dakedo
Yori cool de though na mono mo
Kono koro ja taisetsu de

Jidai wa hora Konnani mo
Utsurikawari Sorenanoni
Namida ga buki da nante nee itsu no hanashi?

Kantan ni wa nakanaishi
Amaete bakari demo nai
Watashi tachi kikazatta dake no
Ningyou nanka janaikara

Moroi toko datte arushi
Waratte bakari demo nai
Tsugou yoku sonzai shiteru wake janai koto wo
Oboeteite

Chotto mune ga itamu you na
Yoru mo tashika ni aru kedo

Honto kamo ne Hito wa hora
Kizu wo otta Sono bun dake
Yasashiku mo tsuyoku mo nareru tte iu hanashi

Wakatta you na kao shite
Subete shihai shita tsumori?
Watashitachi yume bakari miteru ningyou nanka
Janaitteba

Manzoku sou na kao shite
Umaku gomakashita tsumori?
Sonna ni mo tanjun na ikimono janai koto wo
Oboeteite

Jidai wa hora Konnani mo
Utsurikawari Sorenanoni
Namida ga buki da nante nee itsu no hanashi?

Kantan ni wa nakanaishi
Amaete bakari demo nai
Watashi tachi kikazatta dake no
Ningyou nanka janaikara

Moroi toko datte arushi
Waratte bakari demo nai
Tsugou yoku sonzai shiteru wake janai koto wo
Wasurenaide

Wakatta you na kao shite
Subete shihai shita tsumori?
Watashitachi yume bakari miteru ningyou nanka
Janaitteba

Manzoku sou na kao shite
Umaku gomakashita tsumori?
Sonna ni mo tanjun na ikimono janai koto wo
Oboeteite

meu nome é MULHERES

Assim como antes,
Eu ainda gosto de coisas fofas e coisas brilhantes
Mas ultimamente,
Ser fria e forte tem sido mais importante

Veja os tempos Mudaram tanto
Mas mesmo assim
Por que insiste em dizer que lágrimas são as nossas armas?

Não choramos fácil
E não somos carentes
Nós não somos bonecas
Que só servem de enfeite

É claro que temos um ponto fraco
Não ficamos o tempo todo sorrindo
E não se esqueça:
Nós não existimos apenas para sermos úteis a vocês

É óbvio que há noites
Em que o nosso peito parece doer um pouco

Pode ser que seja verdade que as pessoas
Podem se tornar mais bondosas ou mais forte
Em proporção à dor que lhes foi causada

Fazendo cara de entendidos
Vocês acham que controlam tudo?
Eu já disse:
Nós não somos bonecas que ficam apenas sonhando

Fazendo cara de satisfeitos
Vocês acham que conseguiram nos iludir?
Lembrem-se disso:
Não somos seres tão inocentes assim

Veja os tempos Mudaram tanto
Mas mesmo assim
Por que insiste em dizer que lágrimas são as nossas armas?

Não choramos fácil
E não somos carentes
Nós não somos bonecas
Que só servem de enfeite

É claro que temos um ponto fraco
Não ficamos o tempo todo sorrindo
E não se esqueça:
Nós não existimos apenas para sermos úteis a vocês

Fazendo cara de entendidos
Vocês acham que controlam tudo?
Eu já disse:
Nós não somos bonecas que ficam apenas sonhando

Fazendo cara de satisfeitos
Vocês acham que conseguiram nos iludir?
Lembrem-se disso:
Não somos seres tão inocentes assim


GAME

GAME
Ayumi Hamasaki

Hira sukoshi zutsu Anatano nokoshita nukumori ga tokedashite
Zenbu kietara konna karada wa nanno imi wo motsu kana?

Shoudou ga kasanari atte Deguchi no nai meiro ni hamaru
Fui ni osou genjitsutachi ga Nukedaseru michi wo sagasu
Nanoni naze Fushigi na kurai kono basho wo hanarerarenai

Ashita no ima goro ni wa umaku waraeru
Sou maru de nanimo nakatta kano youna
Itsudatte sou yatte aruite kita noni
Kono GAME omou youni sousa dekinai

Moshi nanika kuchi ni sureba Sono shunkan subete wa tada
Suna no youni Yubi no sukima surinukete shimaisou de
Jikan dake Fushigi na kurai heizen to sugiru no wo matsu

Ashita no ima goro ni wa wasureteru youna
Sono bashi nogi no kotoba nante iranai
Itsumo yori sukoshi nagahikase sugita no
Daijoubu GAME nara mata sagaseba ii

Ashita no ima goro ni wa umaku waraeru
Sou maru de nanimo nakatta kano youna
Itsudatte sou yatte aruite kita noni
Kono GAME omou youni sousa dekinai

Ashita no ima goro ni wa wasureteru youna
Sono bashi nogi no kotoba nante iranai
Itsumo yori sukoshi nagahikase sugita no
Daijoubu GAME nara mata sagaseba ii

Itte kitto itamida nante gensou datte
Itte konna atashi da nante rashikunaiyotte
Itte Janakya nukumori mo mata motomechau kara

JOGO

Olhe, o calor que você deixou comigo está sumindo pouco a pouco
Se tudo desaparecer, o que será deste meu corpo?

Os impulsos vão se acumulando e eu me vejo num labirinto sem saída
E a realidade me ataca de repente, procurando por uma saída
Mas estranhamente, não consigo deixar este lugar

Amanhã, a esta altura, vou poder sorrir sem problemas
É, como se nada tivesse acontecido
Esse foi o jeito que eu sempre andei
Mas este jogo eu não consigo controlar como eu quero

Se eu disser alguma coisa, neste mesmo instante
Tudo começará a escapar entre os meus dedos como grãos de areia
E apenas espero o tempo passar calmamente

Não preciso dessas palavras provisionais
Que terei esquecido amanhã, a esta altura
Eu joguei este jogo por mais tempo do que de costume
Mas não importa, é só procurar por outro

Amanhã, a esta altura, vou poder sorrir sem problemas
É, como se nada tivesse acontecido
Esse foi o jeito que eu sempre andei
Mas este jogo eu não consigo controlar como eu quero

Não preciso dessas palavras provisionais
Que terei esquecido amanhã, a esta altura
Eu joguei este jogo por mais tempo do que de costume
Mas não importa, é só procurar por outro

Diga que essa dor é só mera ilusão
Diga que esse eu não sou eu de verdade
Diga, caso contrário, vou desejar o seu calor novamente


About You

Vou começar com uma sériezinha de traduções de músicas s2
About You
Ayumi Hamasaki

Daremoga kitto kokoro no Dokokani kakusareta
Yami motte iru mono
Sore ga tokidoki jamashite Omou you ni ikirenai
Jibun tsukuro no

Hito no itami wa hakarishirenai kara ne
Wakeau koto mo nakanaka muzukashii ne

Dakedo moshimo chanto
Mukiaitai to omoeru
Hito ni deatta nara obietakunai

Hageshii oto tatete Tozashita kokoro no tobira
Hiraku kagi nante mou zutto tooi hi ni
Miushinatta no nara
Arikitatari na kotoba toka
Arifureta hyougen de ii
Nannimo tsutsumarete inai sono mama wo
Anata kara kikasete
Watashi ni hibikasete

Kesshite me ni wa utsuranai Katachi no nai mono wo
Shinjitemiru koto wa
Totemo kowaku mo aru kedo Sore ga dekiru no nara
Subarashii koto ne

Shouki tamotte irarenaku narisou na
Konna haiiro no macho mannaka demo

Sonnamonandatte
Nanika akirameta you ni
Chikara naku warattari shinai de

Nanimo gisei ni sezu Hoshii mono dake wo subete
Te ni ireru koto ga dekita hito da nante
Doko ni irutte iu no?
Nee donna ni nozondemo
Nidoto wa teni hairanai
Watashi ga ushinatta mono wo
Anata ga motte iru

Hageshii oto tatete Tozashita kokoro no tobira
Hiraku kagi nante mou zutto tooi hi ni
Miushinatta no nara
Arikitatari na kotoba toka
Arifureta hyougen de ii
Nannimo tsutsumarete inai sono mama wo
Anata kara kikasete

Nani hitotsu gisei ni sezu Hoshii mono dake wo subete
Te ni ireru koto ga dekita hito da nante
Doko ni irutte iu no?
Nee donna ni nozondemo
Nidoto wa teni hairanai
Watashi ga ushinatta mono wo
Anata ga motte iru

Sobre Você

Com certeza todo mundo deve ter
Um pouco de trevas escondido em algum lugar bem no fundo do coração
E de vez em quando isso atrapalha e faz com que
Você não consiga viver do jeito que imagina

Nós não podemos saber o tamanho da dor das pessoas
E também é difícil dividir isso com os outros

Mas se algum dia, por acaso
Eu encontrar alguém que eu realmente queira encarar
Eu não quero tremer diante dela

Você fecha as portas do seu coração
Cujas chaves você perdeu há muito tempo
Com um barulho violento
Então eu quero ouvir de você, sem enrolações
Em palavras simples
E em frases feitas
Deixe isso chegar até mim

Dá muito medo acreditar naquilo que não se pode ver
E que não tem forma
Mas se você consegue,
É algo muito maravilhoso

Mesmo nesta cidade cinzenta
Onde você mal consegue se manter são

Não dê um sorriso fraco
E nem uma cara conformada
Como se isso fizesse parte da vida

Onde é que já se viu
Alguém que conseguiu tudo o que queria
Sem sacrificar nada?
Não importa o quanto eu deseje
Eu nunca mais vou conseguir ter de volta aquilo que eu perdi
E que você possui

Você fecha as portas do seu coração
Cujas chaves você perdeu há muito tempo
Com um barulho violento
Então eu quero ouvir de você, sem enrolações
Em palavras simples
E em frases feitas

Onde é que já se viu
Alguém que conseguiu tudo o que queria
Sem fazer nenhum sacrifício?
Não importa o quanto eu deseje
Eu nunca mais vou conseguir ter de volta aquilo que eu perdi
E que você possui


domingo, 7 de novembro de 2010

DORORO de Osamu Tezuka

Título: Dororo
Autor: Osamu Tezuka
Gênero: Shounen
Editora: NewPop

É noite e um samurai chega a um templo chamado Templo do Inferno, e lá dentro há 48 estátuas de demônios. O samurai pede ao monge que o guia para ficar sozinho.
Quando o monge sai, ele roga aos demônios que lhe deem poder, pois ele quer conquistar o Japão. Ele oferece então partes do corpo de seu filho ainda não nascido como sacrifício. Os demônios aceitam.
O nome do samurai é Daigo Kagemitsu.
No dia seguinte nasce uma criança disforme e sem 48 partes do corpo que é colocada numa bacia e jogada no rio. Mais tarde, a o bebê é achado por um curandeiro que a cria e constrói próteses para que ela possa viver como uma pessoa normal. A ela é dado o nome de Hyakkimaru.
Após vários incidentes enquanto vivia com o médico, Hyakkimaru parte em viagem, atrás do 48 demônios para conseguir recuperar as partes do corpo que lhe faltam.
No meio do caminho, ele conhece Dororo, um garoto órfão e que vive à custa de seus roubos. Nasce uma profunda amizade entre os dois que seguem viagem na caçada aos demônios e passando por muitos apuros no meio do caminho.

Dororo é mais uma obra de Osamu Tezuka, considerado por muitos o deus do mangá e referência para a estética dos mangás de hoje em dia.

Tá, não vou fazer mais comentários, porque né, Dororo é meu filhinho querido (coraçãozinho, éssidois, éssidois). Pra quem não sabe, que fique sabendo agora: quem traduziu fui EU!
É, sou foda e é preciso ter bolas pra traduzir Tezuka, ok? Mentira!
Mas enfim, é o meu primeiro trabalho publicado e estou muito feliz com isso, estou feliz por ser uma obra do Tezuka, mas também porque está sendo bem recebido pela crítica \o/!
Mas minha opinião como leitora assídua de mangás é: é um mangá ótimo, com uma história e personagens bem elaborados, apesar de simples. Os padrões de roteiro são meio repetitivos, mas nada que estrague muito a história e também há horas que o clima fica um pouco denso demais, o que faz com que seja uma leitura indicada para o mais velhos.