"And now," cried Max, "let the wild rumpus start!"

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terça-feira, 16 de outubro de 2012

Animes: Fall Season 2012

Como sempre, eu deveria estar fazendo alguma coisa relacionada à faculdade, mas a inspiração pra escrever no blog surge sempre nessas horas. Engraçado, não?

Enfim, hoje eu vou escrever sobre a nova temporada de animes que estreou no comecinho de outubro, a temporada de Outono de 2012. Toda temporada nova eu como o ser sem vida e procrastinador que eu sou sento e assisto todas as estreias, e a partir daí eu escolho quais eu vou acompanhar ou não.

Aqui vai a lista de animes que estreou até agora e que eu estou acompanhando. Vou procurar atualizar o post conforme for saindo coisa nova.

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Título: マギ (Magi)
Estúdio: A-1 Pictures
Episódios: --

Sinopse: Aladdin é um garoto que sai em aventura pelo mundo depois de passar a maior parte de sua vida trancado num quarto. Seu único amigo é o djinn Ugo, que habita uma flauta que Aladdin carrega sempre consigo.

Durante as suas aventuras, Aladdin descobre ser um Magi, alguém que possui o poder de escolher reis e ele nasceu para escolher reis que seguirão pelo caminho correto e lutar contra aquele que querem destruir o destino. No meio de sua jornada, Magi passa por várias histórias das 1001 Noites.

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Um dos meus favoritos dessa temporada, eu amei tudo desde o primeiro episódio. 

A animação tá ótima, super bem feita e super detalhada. Gostei muito do clima Oriente Médio do anime, e meu Deus, como eu amei o Aladdin s2.
Foram só dois episódios até agora e não tem um número definido ainda, o que quer dizer que se tudo der certo, Magi pode ser um anime que vai durar bastante s2

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Título: 新世界より (Shinsekai yori)
Estúdio: A-1 Pictures, Aniplex
Episódios: 25

Sinopse: Daqui a mais ou menos 1000 anos no futuro, a humanidade regrediu consideravelmente, e agora vive em pequenas comunidades. As pessoas dessa sociedade possuem um poder chamado "juryoku", que permite que elas materializem o que quer que elas imaginem, e elas usam esse poder para compensar a falta de tecnologia e outras fontes de energia.

Um dia, uma garota chamada Saki e seus amigos encontram documentos secretos que revelavam fatos ocorridos no século 21 e quando os adultos descobrem isso, selam o poder dessas crianças e mandam elas pra uma floresta abandonada, onde elas conhecem criaturas sem pelo e parecidas com ratos chamadas de "bakenezumi", e a partir de então, acabam se envolvendo numa guerra junto com essas criaturas.

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A sinopse aí de cima é o que eu tirei do MyAnimelist.net, porque até onde eu assisti, eu ainda não entendi nada do que tá acontecendo, e eu tô falando sério.

Em dois episódios não aconteceu nada que explique muito da história, então ainda não tenho muita certeza do que é que está acontecendo/está pra acontecer, mas a qualidade da animação é boa demais pra deixar de lado, então estou acompanhando pra ver o que acontece.

Recomendo principalmente por causa do traço e da animação que estão muito bons, e apesar de não ter quase nada da plot revelada até agora, o anime tem toda aquela vibe de "epicness" e com certeza tem muita reviravolta e coisas do tipo vindo por aí.

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Título: Robotics;Notes
Estúdio: Production I.G.
Episódios: 22

Sinopse: A história se passa no mesmo universo de Chäos;HEAd e Steins;Gate e cont a história de Yoshio Kaito, um adolescente viciado em um jogo de batalha entre robôs e que faz parte do clube de robótica de sua escola, mas esse clube está prestes a ser fechado por causa da falta de membros, e enquanto a presidente do clube, Akiho Senomiya faz de tudo pra manter o clube ativo, Kaito parece não ligar para nada além do seu jogo.

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Outro anime que parece que vai ter muita coisa mais pra frente, e por enquanto não aconteceu nada. 

Apesar de não ter assistido Chäos;HEAd ou Steins;Gate, resolvi dar uma chance pra Robotics;Notes porque gostei do traço e a animação também é bonita. Parece promissor.

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Título: Psycho-Pass
Estúdio: Production I.G., FUNimation Productions
Episódios: 22

Sinopse: Num futuro não muito distante, é possível ver instantaneamente o estado mental e a personalidade de cada pessoa através de um dispositivo de reconhecimento facial, e "Psycho-Pass" é o termo usado pros parâmetros que medem o estado mental de cada indivíduo. 

A história do anime é torno de Shinya Kougami, um oficial responsável por cuidar do crime nesse mundo.

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Esse anime é ótimo, e olha que só o primeiro episódio foi exibido até agora. 

Pra começar, o character design foi feito por Akira Amano, a autora de Katekyo Hitman Reborn, um dos meus mangás favoritos, e o roteiro é de Gen Urobuchi, o roteirista de Puella Magica Madoka Magi.

O clima do anime é bem dark e logo no primeiro episódio tem gente sendo explodida. Tô com muitas expectativas pra esse anime, não só por causa da equipe envolvida, mas também porque a história me pareceu bem interessante.

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Título: CØDE:BREAKER
Estúdio: FUNimation Productions
Episódios: 13

Sinopse: Enquanto voltava pra casa de ônibus, Sakura Sakurakouji vê pela janela várias pessoas sendo queimadas vivas, mas quando chega ao local, não há nenhum sinal de que aconteceu alguma coisa.

No dia seguinte, um aluno novo é transferido para a sala de Sakura, e é exatamente o mesmo garoto que ela pensou ter visto na noite anterior. O nome desse garoto é Rei Oogami e ele é um Code Breaker, "aquele que não existe. Ele usa uma luva preta na mão esquerda e tem como lema "olho por olho, dente por dente e mal por mal". Rei é um assassino de sangue frio, mas acreditando que matar é errado, Sakura vai tentar mudar Rei.

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Outro anime bastante promissor, como muitos outros animes dessa temporada, o padrão de qualidade de animação está bem alto. 

E bom, shonen/seinen meio dark e muito mistério, pra mim é igual amor. Eu amei o nível de bipolaridade do Rei porque ela atinge o nível de cretinice. Enfim, gostei, tô assistindo e é isso aí.

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Título: Jojo's Bizarre Adventure (2012)
Estúdio: David Production, Warner Bros.
Episódios: 26

Sinopse: Essa mais nova adaptação do mangá de Hirohiko Araki conta a história da batalha de Jonathan Joestar contra o vampiro Dio Brando e de como as gerações futuras do clã Joestar lutam contra esse inimigo.

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Resolvi ver o anime porque já tinha ouvido falar do mangá, mas ele tá sendo publicado há uns 20 anos, e sinceramente, me deu preguiça de ler tudo. 

Enfim, gostei MUITO do estilo de animação, todo cartunizado e tal. 

Recomendo, mas é importante lembrar que ele tem uma vibe bem diferente de anime normal e tal.

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Título: 中二病でも恋がしたい! (Chuunibyou demo koi ga shitai!)
Estúdio: Kyoto Animation
Episódios: 12

Sinopse: Chuunibyou (Síndrome da 8ª série, em português)  em japonês é o nome de uma doença que alguns estudantes têm por volta da oitava série, em que eles deixam de agir como pessoas normais e começam a acreditar que têm poderes sobrenaturais ou coisa do tipo.

Yuuta Togashi é um garoto que acaba de se recuperar dessa doença e espera entrar no colegial como uma pessoa normal, mas ele não esperava conhecer Rikka Takanashi, sua nova vizinha e colega de sala, que ainda não se curou do chuunibyou e faz com que Yuuta passe por todo o tipo de situação vergonhosa possível e imaginável.

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Com certeza um dos meus favoritos da nova temporada. Comecei a ver só por ver, mas me apaixonei logo nos primeiros minutos.

Não tem como não rir e lembrar um pouco do passado vergonha-alheia, ainda mais vendo a Rikka, que fala todo o tipo de coisa sobre magia negra e poderes sobrenaturais sem problema nenhum, e com a cara mais séria do mundo. 

Vale a pena assistir, muito bom s2

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Título: さくら荘のペットな彼女 (Sakura-sou no pet na kanojo)
Estúdio: J. C. Staff
Episódios: 24

Sinopse: Um belo dia, Sorata Kanda encontra um gatinho abandonado e decide levá-lo pro dormitório da escola, mas quando a direção descobre que ele está quebrando uma regra da escola, ele tem duas escolhas: se mudar para Sakura-sou, o dormitório para os alunos problemáticos, ou abandonar o gatinho.

Todos os habitantes da Sakura-sou são bem fora do comum, mas todos têm um talento em especial no campo as artes, menos Sorata. E enquanto ele planeja voltar para seu antigo dormitório, uma nova moradora do Sakura-sou promete virar a vida de Sorata de ponta-cabeça.

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Outro anime que eu fui assistir por assistir e acabei amando. É uma ótima comédia e a maior parte dos personagens está envolvida com o mundo dos animes e mangás. Não é exatamente didático, mas é muito divertido, com certeza.

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Título: 好きっていいなよ。(Sukitte ii na yo.)
Estúdio: Zexcs
Episódios: 13

Sinopse: Mei Tachibana tem 16 anos e viveu durante todo esse tempo sem amigos ou namorado, tudo por medo de se magoar. Um dia, ela machuca o garoto mais popular da escola, Yamato Tachibana e depois disso, ele passa a nutrir um certo interesse por Mei.

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Shoujo fofo da temporada. Com certeza é uma história pra quem tem ovários, e talvez quem não tenha não consiga lidar com o nível de açúcar desse anime.

Eu gostei bastante dos primeiros episódios e fiquei com vontade de dar uma olhada no mangá.

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Título: となりの怪物くん (Tonari no kaibutsu-kun)
Estúdio: Brains Base
Episódios: 13

Sinopse: Shizuku Mizutani era uma garota que nunca se importou com nada além das suas notas, mas quando entra no colegial, a professora da sua sala pede para que ela entregue algumas cópias para Haru Yoshida, um garoto da sua sala que havia sido suspenso logo no primeiro dia de aula e desde então nunca mais apareceu na escola, ele fica convencido de que os dois são amigos.

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Dos shoujos que estrearam nessa temporada, esse é o meu favorito. Eu adorei a plot e meu deus, como o Haru é fofo.

Enfim, a história desse anime foge da fórmula básica de shoujo de menina sem graça que atrai a atenção do menino mais popular da escola vide anime acima e trabalha muito bem o humor. Ou seja: recomendo.

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Título: 神様はじめました (Kami-sama hajimemashita)
Estúdio: TMS Entertainment
Episódios: 13


Sinopse: Nanami Momozono havia acabado de ser expulsa de casa depois que seu pai gastou todo o dinheiro com apostas, fugiu de casa e agiotas tomaram o apartamento como pagamento das dívidas e estava sozinha no parque pensando no que ia fazer da vida, quando o estranho que ela havia salvado de um cachorro oferece a própria casa como prova de gratidão.

O que Nanami não esperava era que o tal estranho fosse a divindade local e agora era ela quem devia cumprir essa função.

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Dos três shoujos dessa temporada, acho que esse é o mais sem gracinha, mas ainda tem os seus méritos. Eu pelo menos estou me divertindo até agora. 

O traço é bem de shoujo, e particularmente não me agrada muito, mas não chega a ser ruim. A história é bem divertida e é um ótimo anime pra dar uma descontraída.

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Título: K
Estúdio: GoHands
Episódios: 13

Sinopse: Yashiro Isana, aka Shiro, estava fazendo um favor pra uma amiga quando começa a ser perseguido por toda a cidade por um homem desconhecido. Quando finalmente é encurralado, Shiro descobre que está sendo perseguido por crimes cometidos por um homem idêntico a ele, mas que Shiro não tem a mínima ideia de quem seja e agora sua cabeça está a prêmio.

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Esse é um dos animes que eu mais estava querendo assistir nessa temporada. 

O elenco de dubladores é formado por vários dubladores experientes e famosos (e lindos e perfeitos e amados, etc) e a animação tá perfeita, com efeitos que são normalmente vistos em filmes (sério, tá muito bom).

Eu ainda não entendi a história muito bem, o que não me impede de já estar amando o anime.

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Título: 絶園のテンペスト (Zetsuen no tempest)
Estúdio: Bones
Episódios: --

Sinopse: Yoshino Takigawa é amigo de Mahiro Fuwa, um garoto cuja família foi misteriosamente assassinada há um ano e desde então está desaparecido.

Mahiro, na tentativa de descobrir quem matou a sua irmã, sela um contrato dom Hakaze Kusaribe, uma feiticeira de grandes poderes que foi abandonada numa ilha deserta por seguidores do clã Kusaribe. Hakaze concorda em ajudar Mahiro, mas em troca, ele deve achar um meio de tirá-la da ilha.

Quando Yoshino descobre esse plano, ele concorda em ajudar o seu amigo a lutar contra o resto do clã Kusaribe, que planeja despertar a "Árvore de Zetsuen", cujo poder pode destruir o mundo.

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Nada foi muito bem explicado até agora, mas estou gostando bastante do que vi até agora.

Fora isso, acho que não tenho muito a comentar sobre o anime em si.

Ok, próximo.

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Título: Btooom!
Estúdio: Madhouse
Episódios: 12

Sinopse: Ryouta Sakamoto tem 22 anos e é um NEET, uma pessoa que não trabalha, estuda ou faz qualquer atividade do tipo. Ele passa os seus dias jogando Btooom, um jogo cujo objetivo é matar o seu oponente (tipo Counter Strike), mas as únicas armas disponíveis são diversos tipos de bombas.

Ryouta era o melhor jogador do Japão, mas um certo dia acorda numa ilha tropical com uma bolsa com objetos estranhos. Quando percebe, ele havia sido transportado para a realidade de Btooom, junto com outras pessoas, cada uma portando diferentes tipos de armas e agora ele enfrenta a realidade de matar ou ser morto.

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Depois do sucesso de Sword Art Online, essa temporada trouxe Btooom!, outro anime em que os protagonistas se vêem presos num "jogo" em que suas vidas correm sérios riscos.

Não posso dizer que gosto mais de um ou de outro, mas Btoom pelo menos tem um traço que condiz melhor com o clima da história (eu acho que o traço usado em SAO é infantil demais). Deu pra perceber também que os produtores aproveitaram a onda de sucesso de SAO, Hunger Games e ainda fizeram cenas em que o protagonista tinha a cara do Kira de Death Note.

A história promete bastante e esse é um dos meus animes favoritos dessa temporada.

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Não sei se deu pra perceber, mas fui perdendo o saco no meio do caminho, rs.

Enfim, esses são os animes que eu estou acompanhando e que estrearam até agora. Talvez tenha parecido repetitivo, mas a qualidade da animação e a beleza do traço são os pontos que me fazem escolher se assisto um anime ou não, além de claro, um bom elenco de dubladores.

Sobre a temporada em si, eu gostei de ver que tem vários animes com uma abordagem mais séria e psicológica, como Btooom e Psycho-Pass. Fora isso, eu fiquei impressionada com o nível de qualidade de todos os animes. É claro que os estúdios não fariam um trabalho porco, mas é tudo tão lindo s2





sábado, 15 de setembro de 2012

Só depende de você, Nova Iorque, Nova York¹

Eu deveria estar escrevendo um texto pra minha iniciação científica, mas resolvi fazer esse post, porque nem sempre eu tenho inspiração, então tenho que aproveitar, né?



A imagem acima foi oferecida por Fiz Com a Minha Bunda Produções Ltda. e serve pra introduzir o que eu vou falar hoje. E não, não tem nada a ver com as minhas resenhas de livros, mas achei relevante fazer o post, por isso estou aqui.

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Ontem conversando com o André, ele veio me falar sobre um amigo dele que era contra esse negócio de escrever "Nova Iorque" e que ele tava reclamando sobre isso. Até aí tudo bem, porque eu também acho "Iorque" muito feio, mas aí o André me mandou um pedaço dessa conversa, que eu vou colar aqui, enquanto adiciono os meus comentários no meio.

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Eboracum² diz:
*uhauihaiuha
*sempre que eu vejo nova iorque escrito eu perco um pouco de esperança no mundo...

Ai, lá vem..... Socorro!

André diz:
*Mas, teoricamente, seria o certo.
*Acho horrível, mas...

Eboracum diz:
*não mais
*isso acontecia pq as letras foram abolidas do nosso dicionário

Ahn...... Quê? Quais letras? Todas? Como a gente escreve, então?

*e York é uma cidade do sul da inglaterra

Falácias! York fica ao norte da Inglaterra, perguntem à Wikipédia! 

André diz:
*Eu sei disso. Mas ainda acho que "Nova Iorque" é aceito. Deixa eu pesquisar aqui.

Na verdade, "Nova Iorque" é considerada a versão cristalizada do topônimo.

Eboracum  diz:
*bom elcarlitos e zyrok que me perdoem. eu me nego a escrever assim...

André diz:
*Eu também. Mas não dá pra dizer que está errado nem nada do tipo.

Obrigada, André.

Eboracum diz:
*a questão é fácil de entender: como se fala o nome da capital do meu estado?

A do meu é São Paulo, que curiosamente é escrita sem o til em línguas estrangeiras (ABSURDO!).

André diz:
*http://portalmultirio.rio.rj.gov.br/acordoortografico/u3a1.shtml
*Os topônimos (nomes de países/cidades) em outras línguas, sempre que possível, devem ser escritos na forma correspondente do Português: 

New York – Nova Iorque.
Zürich – Zurique.

Edinburgh - Edimburgo
New Orleans - Nova Orleãs
Para mais informações: Wikipédia

Eboracum diz:
*isso é atualizado?

André diz:
*Tá falando da nova ortografia. Ou seja, sim.

Eboracum diz:
*:'(

Agora, aqueles argumentos que já não faziam sentido, entopem o cu de drogas e o resultados vemos no resto da conversa:

André diz:
*É até site .gov
*Como eu disse, é o certo. Por mais que eu não goste.

Eboracum diz:
*porra mas la fora não se fala River of January...

...Me. Recuso.
Argh, mas se fala Brésil (francês), Brasile (italiano)......

André diz:
*Mas se escreve Brazil.

Eboracum diz:
*mas cada caso é um caso


Mas.... Hã?
Olha, eu acho que o que você quis dizer aqui foi que só porque somos um país subdesenvolvido, não podemos reclamar quando adaptam o nome do nosso país pra uma língua estrangeira, mas não temos o direito de aportuguesar um topônimo estrangeiro, porque só isso explica esse argumento.

André diz:
*Exato.

Eboracum diz:
*sempre vi grafado Nova York... até em capa de LP!

????????????!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

André diz:
*Algumas coisas são traduzidas, outras, não.
*Eu sei disso. Não é por isso que é o certo.

Eboracum diz:
*York não era pq Y e K não estavam no dicionário
*Zürich é o caso do meu sobrenome

IORQUE SE ENCAIXA NISSO TAMBÉM, QUERIDO!!!!

*Bachini. //Baquine//

Eu só queria saber porque Zürich pode virar Zurique e York não pode ser Iorque, porque se você é contra Nova Iorque e pró Zurique, então a gente pode escrever Nil (Niu?) Iorque. OLHA QUE LINDO!!!!!!!!(!!!!!!)
Y e K tecnicamente existiam nos dicionários de português brasileiro até mesmo antes do Acordo Ortográfico (pff), só não estavam incluídos do alfabeto oficial da nossa língua até então. Elas foram "abolidas" [sic] depois da Reforma Ortográfica de 1945 e reintroduzidas no de 1990.
Mas mais importante: Zurique é o mesmo caso de Iorque, que é diferente do caso do seu sobrenome:

5. Acréscimo de vogais para evitar consoantes "mudas": Iraq  Iraque; Al-Beyrut  Beirute; Bangkok  Banguecoque, New York → Nova Iorque

A título de curiosidade, o "ch" antes de "e" e "i" em italiano tem o som do fonema /k/, então lê-se como se fosse "que" e qui".

Em alemão, o "ch" é representado pelo fonema /x/, ou seja, tem um som parecido com o "r carioca".

André diz:
*Mas "Nova Iorque" é uma locução. Locuções geralmente não são compostas de uma palavra da língua e outra estrangeira.
*http://www.portuguesnarede.com/2009/09/nova-york-x-nova-iorque.html É coisa antiga (e em comic sans, ugh), mas dá uma olhada.
*Como eu disse: eu acho feio, mas é o certo.


Os exônimos em português costumam seguir algumas normas e particularidades:
  1. Acentuação sempre que necessária.
  2. Utilização da ortografia corrente (em pt-BR e pt-PT), com os acentosdiacríticos e dígrafos presentes no alfabeto português, mas sem as letras e sinais não-portugueses, como KWYÑPH e SH.
  3. Tradução de prefixos ou termos de situação relativa (Alto, Baixo, Novo, Velho, Grande, Pequeno, Maior, Menor): Antilhas MenoresNew York → Nova York ou Nova Iorque;New Orleans → Nova OrleãesNiedersachsen → Baixa SaxôniaGreat Britain → Grã-BretanhaPrednistrovie → Transnístria
    1. Acréscimo (por sufixação) de vogais e acentuações em terminações indicativas de cidade, região ou país: Seeland → ZelândiaIjsland → Islândia; mas Cf.Éire/Ireland → IrlandaHolland → HolandaAnnapolis → AnápolisMinneapolis → MineápolisEdinburgh → EdimburgoStrasbourg → EstrasburgoHamburg →HamburgoBeograd → BelgradoLeningrad → LeningradoTitograd → Titogrado
  4. Eliminação de artigos (em contraste com árabeespanholitaliano e outras línguas): Al-Kuwait → KuwaitLa Habana → HavanaDen Hague → HaiaA Coruña → Corunha(OBS.: casos como El SalvadorLos AngelesLas Palmas não são exônimos, mas endônimos, o nome original)
  5. Acréscimo de vogais para evitar consoantes "mudas": Iraq → IraqueAl-Beyrut → BeiruteBangkok → BanguecoqueNew York → Nova Iorque (ver acima)
  6. Substituição das terminações -an e -am por  ou -ãoPakistan → PaquistãoIran → Irã ou IrãoAmsterdam → Amsterdã ou Amsterdão
  7. Substituição das terminações -in e -en por -im ou -émBerlin → BerlimBenin → BenimDublin → DublimYemen → Iêmen ou Iémene.
André disse que acha feio, mas é o certo umas 5 vezes até agora.


Eboracum diz:
*tecnicamente Nova York já foi certo um dia

Nova Iorque sempre foi o certo, a forma Nova York começou a ser usada mais recentemente, o que tecnicamente está errado, mas enfim.

*então isso pra mim basta

Traduzindo: "eu acho feio, então não vou usar e ponto final!"

André diz:
*a


Eboracum diz:
*antes de 1940

Citar fontes, por favor.

*então minha encarnação anterior usava York. em respeito a ela vou manter assim até o fim da minha vida
*iuahahiuauhihaiuhaiuhauiuha

Querydo, se você quer escrever de acordo com a Reforma Ortográfica de 1911, você até pode, mas aí vai ter que seguir todas as regras também, né, por favor.

André diz:
*Boa sorte escrevendo "pharmácia" e afins também.

Pharmácia, orthographia, estylo...... 

André diz:
*Mas isso não é uma questão histórica, é uma questão linguística. New York em português É Nova Iorque. Não tá nem aberto a discussões.


Eboracum diz:
*sabe o erro repitido mil vezes?


Esse erro é a mitose que deu origem a você ou o fato de você ter escrito "repItido" (depois de meia hora falando bullshit sobre Nova Iorque x Nova York)?

___________________________________________________
¹ Trecho traduzido da letra da canção New York, New York, de Frank Sinatra.
² Nome fictício para manter a privacidade do sujeito. Para mais informações, acesse: Eboracum


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Fim.

terça-feira, 17 de julho de 2012

EMMA de Jane Austen

Título: Emma
Autora: Jane Austen
Editora: Nova Fronteira - Coleção Saraiva de Bolso

E finalmente, depois de eras enrolando pra terminar de ler esse livro, eu estou escrevendo a resenha de Emma.

Como eu pra fazer/terminar de ler Emma desde fevereiro e já estamos em julho e eu ainda estou na letra I, a postagem de hoje será o que eu vou chamar de THE ULTIMATE GUIDE TO EMMA. Mentira, não vai ser ultimate porque eu não sou obrigada a montar um perfil dos personagens, só vou escrever a sinopse, analisar a obra, comparar a série de TV com a última adaptação pro cinema e a versão modernizada do romance.

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"Emma Woodhouse, bela, inteligente e rica". É assim que começa esse romance de Jane Austen.

Emma é uma jovem inglesa, filha mais nova do Sr. Woodhouse e que se tornou órfã de mãe quando era ainda muito nova, e por causa disso, foi criada pela governanta da casa, Srta. Taylor.

O livro começa com o casamento da Srta. Taylor, o qual Emma acredita ser responsável por ter acontecido, e partir de então, ela acha que tem um dom para ser "casamenteira" e usa isso como desculpa para manipular a vida das pessoas à sua volta. Então, quando ela conhece a jovem Harriet Smith, Emma tenta fazer com que ela se case com o Sr. Elton, mas as coisas não acontecem como ela esperava.

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Primeiro, eu vou fingir que sou entendida de História (mais uma vez, agradeço à Academia e à Wikipedia por terem possibilitado tudo isso) e vou situar Emma na história da Inglaterra.

Emma é normalmente é descrito como um romance vitoriano, mas não é, e já vou explicar o porquê.

Emma foi publicado em 1815 e é o último romance de Jane Austen a ser publicado antes da sua morte e  na época, o livro não era creditado à autora original por causa do preconceito contra mulheres escritoras que existia na época.

Sendo publicado em 1815, Emma foi escrito e publicado durante o Período Regencial, uma subdivisão do Período Georgiano, antecedente do reinado da Rainha Vitória, ou seja, Emma não é um romance vitoriano, apesar de ter algumas características desse período.

O Período Georgiano vai de 1714 a 1830 e foi marcado pelo reinados dos reis de Hanover: Jorge I, Jorge II, Jorge III e Jorge IV, sendo que o Período Regencial ocorreu entre 1811 e 1820, quando o rei Jorge III, devido a uma doença, foi obrigado a se afastar do governo e quem assumiu o trono durante esse período foi o seu filho, Jorge IV. Muitas vezes o reinado de William IV (1830-1837) é incluso nesse período.

Essa época é marcada por diversas mudanças histórico-sociais, considerando que foi quando começou a Revolução Industrial. A Inglaterra viu a sua divisão de classes se intensificar e as cidades começaram a crescer e ficar cada vez maiores, principalmente por causa do êxodo rural.

O Período Vitoriano começa em 1837 e termina em 1901, com a morte da Rainha Vitória. Esse período é conhecido por ter sido um período pacífico, chamado de Pax Britannica, em que houve uma consolidação social, econômica e industrial, interrompida por um curto tempo pela Guerra da Crimeia em 1854.

Durante a era Vitoriana ocorreu a retomada da arquitetura gótica, e mais tarde haveria uma espécie de conflito entre os estilos gótico e clássico. Nas artes em geral, o racionalismo do período Georgiano começava a ser deixado de lado para dar lugar ao romantismo.

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Agora, minha parte favorita (mentira): A análise.

O tema principal do livro, como dá pra ver é casamento. Embora Emma não tenha interesse nenhum em se casar, ela acredita ter um dom de casamenteira e também acha que consegue compreender a natureza das pessoas, característica que possui por ser muito mimada e superestimar o seu poder de manipulação, fazendo com que não perceba os perigos de interferir na vida alheia e se engane em relação às intenções das pessoas.

Segundo Harriet, um dos motivos para o qual Emma não tem interesse no casamento é porque ela é rica, o que a diferencia das demais heroínas dos romances de Jane Austen, pois ela não busca casamento ou riqueza. 

Emma também parece ser imune à atração romântica ou sexual, uma vez que se mostra surpresa e até indignada quando o Sr. Elton revela que está apaixonada por ela e não por Harriet Smith. Ela não demonstra nenhum interesse nos homens que conhece, e até quando acha que está apaixonada por Frank Churchill, ela não acredita que esse sentimento seja verdadeiro.

Outro ponto importante no romance é que os personagens dão uma grande importância ao status social. Por exemplo, Emma induz Harriet a recusar o pedido de casamento de Robert Martin apenas porque ele é um fazendeiro, e o Sr. Elton não aceita Harriet porque ela tem origem desconhecida. Ele então se casa com a Sra. Elton, uma mulher rica, porém vulgar. Emma em um dos capítulos, humilha a Srta. Bates, uma mulher velha e solteira que vive com a mãe surda e que mal tem dinheiro para se sustentar, dependendo sempre da ajuda de seus antigos amigos de Highbury.

"Quando a flecha do cupido acerta o coração
O peito fica doendo de amor e paixão
E passa o dia todo querendo te ver
Eu só quero amar você"
Além dessas coisas, eu notei em Emma uma relação tsundere entre o Sr. Knightley e a Emma, porque os dois vivem discutindo, mas são uns fofos com as demais pessoas.

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E agora, as adaptações.

Direção:  Douglas McGrath
Ano: 1996

Como podem ver, essa imagem aí do lado é um dos posteres do filme. É claro que tinha um melhorzinho, mas eu queria mostrar que a própria produção ridicularizou tudo, começando com esse poster. Tudo bem que o filme é de 1996, mas quem em são consciência aprova isso?

Enfim, o filme é bem fiel ao livro, até porque não é uma trama complexa e que tem tantos elementos e reviravoltas que partes precisem ser cortadas para que o filme não tenha 5 horas de duração.

Mas é horrível.

Eu sinceramente não sei o que foi pior: as atuações, o elenco composto por gente feia, o sotaque britânico forçado e falso da Gwyneth ou isso. (É o Ewan McGregor, gente).

Foi ruim. Foi triste. Foi quase doloroso.

Título: As Patricinhas de Beverly Hills
Título Original: Clueless
Ano: 1995
Diretora: Amy Heckerling

Agora a gente vai falar de coisa boa (Tekpix). A título de curiosidade, não estou usando nenhuma ordem aqui nas adaptações.

Enfim, Clueless é uma versão modernizada ou até uma paródia de Emma. A história é bem parecida com a do livro, mas claro, com algumas diferenças. Não vou colocar a sinopse aqui, porque se você nunca viu esse filme na Sessão da Tarde ou em qualquer canal de TV aberta que tenha passado, você não deveria estar lendo este post.

Brincadeira, pode ler, contanto que assista ao filme depois.

Clueless tem a intenção de ser uma comédia e foca muito menos nos romances ou nas tentativas de arranjar casamento. Basicamente é um filme que fala sobre meninas ricas que aliviam o stress do dia-a-dia comprando roupas no shopping e conversando nos celulares gigantescos dos anos 90, que tentam ajudar uma menina quase lésbica que curte skatistas maconheiros a virar alguém na vida. E claro: muito melhor do que o filme com a Gwyneth.

Ano:  2009
Formato: Série de TV

O poster ao lado é da mini-série produzida pela BBC em 2009. Ela tem 4 episódios e é linda <3

A história foi super bem adaptada, e quase nada foi cortado, considerando que cada episódio tem duração de 1 hora. 

Gostei muito do elenco, que ao contrário do filme de 1996, é composto só por gente bonita, e tem o Michael Gambon (Dumbledore) como o pai da Emma. Além disso, os personagens ficaram quase todos como eu tinha imaginado no livro, e a Romola Garai é a Emma perfeita (além de ser linda, atuar bem e ter feito Desejo e Reparação).

Vale muito a pena dar uma conferida.

Ah sim, enquanto eu pesquisava sobre Emma, eu descobri que existe uma versão de Bollywood, chamada Aisha, e que é a história de Emma, hoje em dia, na Índia. Muitos medos, mas pelo trailer (que eu só achei sem legenda), parece qualquer comédia romântica americana (que é a plot básica de Emma).

Ó o trailer:

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Yaaay, parte final da resenha!

Pra começar, apesar de ter reclamado tanto, eu gostei de Emma. É, pois é.

O maior problema do livro é que ele é desnecessariamente longo, e a primeira parte é realmente muito boring, mas depois da metade, a leitura flui melhor e o final é todo fofo. Eu não consegui evitar um ataque de fangirl no fim do livro, e nem nas cenas correspondentes no filme com a Gwyneth e muito menos na série, porque ela é toda linda, e a Emma da BBC me deu lições de vida, enquanto a Gwyneth me ensinou que pra falar inglês britânico, é só prolongar os Rs e pronunciar so Ts.

Quando eu tiver um filho, eu vou mandar para que ele seja criado por outra pessoa, e eu queria ser uma das pessoas de Highbury que não fazem nada o dia inteiro, mas ainda assim são muito ricas e ocupadas (pff). 

Bom, essa foi a minha resenha de Emma. Já terminei O Hobbit, mas estou com preguiça de escrever a resenha, e logo mais espero terminar O Intruso.

Beijos.






quarta-feira, 11 de julho de 2012

THE CURIOUS CASE OF BENJAMIN BUTTON de F. Scott Fitzgerald

Título: The Curious Case Of Benjamin Button
Autor: Francis Scott Fitzgerald

A verdade é que eu já terminei Emma (palmas pra mim!), mas quero ver o filme pra poder fazer a resenha, então vai demorar mais alguns dias até ele aparecer aqui, mas saibam que eu já estou no H (de Hobbit) <3

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The Curious Case Of Benjamin Button, ou O Estranho (ou Curioso) Caso de Benjamin Button é um conto escrito por F. Scott Fitzgerald (autor de O Grande Gatsby) em 1922.

O conto fala sobre Benjamin Button, desde as estranhas circunstâncias do seu nascimento até a sua morte.

Por volta de 1860 nasce Benjamin Button, filho de Robert Button, no hospital de Baltimore, numa época em que o normal era se ter filhos em casa. Quando o sr. Button vai ver o seu filho no berçário, ele se depara com uma coisa estranha. O seu filho, que havia acabo de nascer era na verdade um velho com oitenta e poucos anos. Ele logo fica preocupado com o que a sociedade iria pensar, e sem muita escolha, volta para casa com ele, já que o hospital também queria que ele fosse tirado logo dali.

O sr. Button faz de tudo para que seu filho seja criado como uma criança normal, apesar dele ter a aparência e a mentalidade de um velho. Seu pai fazia com que ele raspasse a longa barba, tingisse o cabelo e vestisse roupas de menino.

Benjamin tenta entrar na universidade aos 18, mas é rejeitado porque parecia ter a idade para ser pai de um dos alunos. Ele se casa aos 20 com uma jovem que achava que ele tinha 50 anos. O processo de rejuvenescimento continua enquanto todas as outras pessoas envelhecem ao seu redor. Benjamin vai para a guerra Hispano-Americana, volta, vira dançarino, entra em Harvard dez anos depois de seu filho ter se formado lá. Sua esposa chama o que acontece com Benjamin de "teimosia" e o seu filho de "brincadeira".

A Primeira Guerra Mundial explode e Benjamin é convocado para servir como general, mas não é aceito, pois tinha a aparência de um adolescente. Seu neto nasce e logo depois os dois são matriculados no jardim de infância, e enquanto o bebê vai avançando na escola, Benjamin continua no jardim de infância até que é tirado de lá e ser levado de volta para casa, onde morre num berço, tendo a aparência de um bebê.

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Aqui vai a minha "análise" e depois vou falar do filme, e finalmente falar a minha opinião.

The Curious Case Of Benjamin Button é um conto que foi publicado originalmente numa das revistas em que Fitzgerald normalmente escrevia e mais tarde foi publicado numa coletânea chamada de Jazz Era Stories. 

Esse conto ficou famoso porque foi o primeiro a tratar de um tema parecido, e é um dos mais famosos de Fitzgerald. 

Dá pra ver que tem algumas coisas que foram ignoradas pelo autor, o que faz com que ele não seja realista, mas ele não é necessariamente fantástico. Ele começa quase como uma comédia, mas termina com um tom melancólico.

Começando pelos elementos ignorados pelo autor, vemos que a mãe de Benjamin é completamente esquecida, e lendo o conto, a gente se pergunta como uma mulher que teve uma gestação e um parto normal pôde dar a luz um velho que não tinha tamanho de bebê? Como e por que ele nasce velho e vai ficando cada vez mais novo? 

É claro que Fitzgerald não explica nada disso, porque um dos propósitos dele era mostrar a relação entre pai e filho. Como o sr. Button, a princípio horrorizado com o seu filho, aceita a existência dele e aos poucos se resigna com a sua condição. Ele está o tempo todo mais preocupado com o que vão pensar dele na respeitada alta sociedade de Baltimore, não com os sentimentos de seu filho, e ninguém, durante a história toda se preocupa em descobrir a causa ou a cura para o processo que ocorre com Benjamin, e alguns, como Hildegarde (a esposa de Benjamin) e Roscoe (seu filho), agem como se isso fosse culpa dele.

Depois de ter sido rejeitado pra entrar em Yale, Benjamin aprende que é melhor agir como as pessoas esperam, ou seja, de acordo com a sua aparência, em vez de agir de acordo com a sua idade. Essa é outra crítica de Fitzgerald, mostrando que as pessoas te tratam de determinada forma de acordo com o que você aparenta ser em vez do que você é de verdade.

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Título: O Curioso Caso de Benjamin Button
Título Original: The Curious Case Of Benjamin Button
Diretor: David Fincher
Ano: 2008

Agora vamos falar do filme, que foi baseado no conto, mas que tem muitas diferenças com o conto original.

Benjamin Button nasceu em 1918, na noite em que a Primeira Guerra Mundial teve seu fim. Sua mãe morre durante o parto e seu pai, horrorizado com a sua aparência de um bebê com aspecto de idoso, abandona o filho recém-nascido na porta de um asilo, onde ele é criado por Queenie, uma negra que administra o local.

Benjamin cresce no meio dos velhos do asilo e um dia conhece Daisy, neta de uma das pacientes de lá, e se apaixona imediatamente por ela.

Aos 17 anos Benjamin parte em uma viagem ao redor do mundo e quase 10 anos depois ele retorna para o asilo.

Daisy cresce e Benjamin continua apaixonado por ela, mas o romance entre os dois parece ser impossível por algum motivo.

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Esse filme não precisa de muitas apresentações, acho que todo mundo já ouviu falar, e como deu pra perceber, é bem diferente do conto. 

Pra começar, Benjamin é abandonado pelo pai e criado em um asilo, uma coisa que afeta muito na sua formação como pessoa. O Benjamin do filme tem um corpo velho e mentalidade condizente com a sua idade real, mas as pessoas não deixam de tratá-lo como um velho.

Crescer num asilo faz com que Benjamin se acostume com a morte e com a ideia de que vai morrer um dia. Isso tem outra consequência em sua vida: todos à sua volta estão apenas esperando o dia em que vão morrer, e já viveram tudo o que tinham que viver em sua vida, então elas se importam muito mais com o presente do que com o futuro, elas não fazem planos e não tinham a pressa que os jovens têm.

No entanto, Benjamin era curioso como toda criança, mas foi obrigado a se desenvolver afastado delas, o que fez com que ele indiretamente adquirisse os costumes e comportamentos daqueles que o cercavam. Em outras palavras, a criança foi forçada a agir como um adulto por culpa de sua aparência.

Conforme vai crescendo, Benjamin vai sentindo cada vez mais a necessidade de agir como pessoas da sua idade agem, mas de novo, a sua aparência impede que ele faça essas coisas (a cena em que a avó de Daisy briga com ele por estar brincando com a sua neta), o que não necessariamente impede que ele tenha certas experiências de pessoas da sua idade. Por exemplo, ele é levado pelo capitão Mike (capitão do rebocador em que Benjamin trabalha) a um bordel, onde ele perde a sua virgindade. Naquela época, era comum que os adolescentes tivessem a sua primeira experiência sexual com uma prostituta. É logo depois da cena do bordel que ele fala pela primeira vez com o seu pai biológico (que ele ainda não sabe que é seu pai)  e também toma o seu primeiro porre.

Benjamin conhece Elizabeth, uma mulher mais velha com quem tem um affair, a quem se refere como "a primeira mulher que me amou" e também é a pessoa com quem tem o seu primeiro beijo.

Ele também vivencia os horrores da Segunda Guerra e então volta pra casa.

Benjamin vai atrás de Daisy várias vezes, e a cada vez que se encontram ele está mais jovem e ela, mais adulta. Na primeira vez, Benjamin vai assistir um dos espetáculos dela no teatro (Daisy naquela época era uma bailarina talentosa e prestes a começar uma carreira internacional) e acaba apenas observando ela se divertir numa festa, enquanto ele assume a posição de observador. Isso mostra que Daisy, como uma pessoa normal, estava vivenciando experiências normais para pessoas da sua idade, mas Benjamin, que ainda aparentava ser velho demais, é obrigado a ficar de fora de tudo isso.

É só "no meio do caminho" que Benjamin e Daisy finalmente podem viver juntos, só que uma coisa surge para acabar com essa aparente paz: Daisy descobre que está grávida, e isso gera um conflito interno em Benjamin, pois ele não sabe como vai conseguir criar a filha, sendo que ele está ficando cada vez mais novo, e teme as reações da filha, sendo criada por um pai tão jovem quanto ela.

Por outro lado, Daisy também começa a ficar com medo de envelhecer e viver com um homem cada vez mais jovem, os que as pessoas diriam disso e teme também a ideia de que Benjamin sinta a necessidade de encontrar uma mulher mais jovem (o que não era a intenção dele). A solução encontrada é a partida de Benjamin, que parece ser uma fuga da parte dele, mas é consensual, pois esse também era o desejo de Daisy, mesmo que ela não tivesse consciência disso.

Outra crítica que pode estar intrínseca no enredo é que o Benjamin pode ser uma representação da nossa sociedade pós-guerras. Com a economia mundial decadente por causa das guerras, a juventude nasce envelhecida por causa da incerteza das suas vidas, eles precisam sobreviver de alguma forma, mas mal encontram o que comer. O rejuvenescimento vem com as décadas de 70 e 80, com movimento hippie, a disco music e etc - mesmo que a geração dos anos 70 seja politicamente engajada, ela é, por outro lado, mais irresponsável do que as anteriores. Então temos anos 90 e 2000: a geração atual, que é completamente alienada, não busca se interessar por coisas "sérias" e é muito mais hedonista que as que vieram antes, ou seja, é como uma criança que não se importa com o que acontece com o mundo, contanto que possa brincar e se divertir.

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Enfim, minha opinião sobre o conto: gostei muito, mas ainda prefiro o filme. Quero dar uma lida nos outros contos do Fitzgerald, mas isso vai ser mais pra frente.

Quanto ao filme, eu recomendo muito, ele é lindo, incrível, bem dirigido, tem Cate Blanchett e Brad Pitt. Não precisa de mais nada.

Bom, é isso. Não vou ficar falando mais sobre o que eu achei, o que importa é que eu gostei e recomendo, e acho que já escrevi demais, pra ficar enchendo ainda mais linguiça.

Até mais.

terça-feira, 10 de julho de 2012

O GRANDE GATSBY de F. Scott Fitzgerald

Título: O Grande Gatsby
Título Original: The Great Gatsby
Autor: Francis Scott Fitzgerald
Tradutor: William Lagos
Editora: L&PM Pocket

Bom, não vai ser hoje que eu vou escrever sobre Emma (e a novela continua...), mas enfim, mais um livro do desafio, e eu juro que voltei a ler Emma depois que terminei de ler Gatsby.

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A história se passa no ano de 1922, em Nova York.

Quem narra tudo é Nick Carraway, um jovem que nasceu e cresceu no meio-Oeste americano e que vai para a Primeira Guerra Mundial logo que se forma na Universidade de New Haven.

Quando volta da guerra, ele decide tentar a sorte em Nova York, como corretor de ações, e se muda para um bangalô em West Egg, Long Island. Lá, ele tem como vizinho o misterioso Gatsby, um homem muito rico que dá incríveis festas cheias de luxo todas as noites, mas que ninguém sabe quem ele realmente é.

É nesse cenário que também que somos apresentados a Jordan Baker, uma jogadora profissional de golfe e de caráter um pouco duvidoso e Tom e Daisy Buchanan, prima distante de Nick.

Um dia Nick é convidado para uma das festas de Gatsby, e lá conhece pessoalmente o seu anfitrião e logo se torna amigo íntimo dele e conhecendo o seu passado misterioso.

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Bom, a história é basicamente essa, o resto é spoiler.

A história é toda envolta num clima de jazz e festa e de gente rica que não faz nada da vida, a não ser ficar mostrando pra sociedade como eles são ricos e desocupados.

O Grande Gatsby foi escrito e publicado por Fitzgerald em 1925 e é considerada a sua obra-prima. Fitzgerald é considerado um dos maiores autores norte-americanos do século XX e foi o responsável por deixar a década de 20 conhecida como a "Era do Jazz".

O livro pode parecer se tratar de um assunto fútil, mas mas faz uma forte crítica à sociedade da época.

No período em que a história se passa, o Estados Unidos tinham acabado de sair vitoriosos da Primeira Guerra, mas ainda estavam se recuperando dos impactos causados por ela e também havia a Lei Seca, em que era proibido fabricar, vender, importar e exportar bebida alcoólica nos EUA, que fez com que muitas gangues lucrassem horrores com o tráfico de bebidas.

Entre o fim da guerra e a queda da Bolsa de Nova York (1929), a sociedade americana viveu um período de euforia causado pela vitória na guerra e também de decadência, em que os status das famílias tradicionais estavam ruindo e o trauma e os horrores causados trouxeram consigo novos comportamentos e novas tendências.

O relacionamento entre as pessoas estava existindo cada vez mais no nível da aparência, as pessoas estavam cada vez mais individualistas e quem podia passava mais tempo em festas ou em eventos da alta sociedade, numa forma de escapismo, o que dá para ser claramente notado em Gatsby, pois muitos dos que iam às festas na mansão nem tinham sido convidados, eles apenas estavam à procura de algum lugar para divertir e Gatsby procurava pessoas para entreter.

Mais para frente, no livro, sabemos o motivo pelo qual Gatsby dá tantas festas, e vemos que apesar de ter centenas de convidados em sua casa todas as noites, ele não tem nenhum amigo verdadeiro.

Nick é apenas um personagem secundário numa história contada por ele mesmo, pois o personagem principal é Gatsby e a função de Nick é ajudá-lo a reconquistar o seu antigo amor: Daisy. Os dois se conheceram quando Daisy ainda era solteira e Gatsby ainda não era milionário. Por causa da condição dele, os dois não puderam se casar, mas Gatsby havia pedido para que Daisy o esperasse, coisa que ela não fez. 

No final, depois de uma série de infortúnios, vemos o quão superficiais são as relações entre os personagens dos livros, principalmente Tom e Daisy, que mesmo tendo afetado a vida de muitas pessoas à sua volta de modo negativo, terminam felizes no seu casamento, fingindo que nada aconteceu. E aqui vale a pena citar um trecho do livro:

"Eles eram pessoas muito descuidadas, Tom e Daisy. Quebravam e esmagavam coisas e criaturas e, então, se entricheiravam atrás de seu dinheiro ou se escondiam por trás da sua indiferença ou seja lá o que fosse que os mantinha juntos enquanto deixavam que outros limpassem a sujeira que tinham feito..."

Esse trecho mostra principalmente como são os personagens durante o livro todo e também como era a elite americana da época, em que sensações importavam mais do que percepções e as relações eram vazias, oportunistas e em que os valores morais não valiam nada diante das aparências.

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Agora um pequeno adendo em relação ao filme que eu assisti antes de dar a minha opinião final.

O The Great Gatsby da capa aí da direita foi um filme de 1974 escrito por Francis Ford Coppola e dirigido por Jack Clayton.

Em termos de história, o filme é bem fiel ao livro, não que tenha muita coisa a ser cortada. A Daisy (Mia Farrow) é absolutamente insuportável, assim como a do livro. 

Não gostei muito das atuações em geral. O ator que faz o Tom me lembrava o Borat e o Nick conseguiu ser um bosta ainda maior do que ele é no livro, o que significa ser mais apático e bunda mole do que qualquer ser humano na Terra.

Agora em 2013 (?) vai ter uma versão nova nos cinemas, dirigida pelo Baz Luhrmann (diretor de Moulin Rouge, Romeu+Julieta e Austrália), com o Leonardo DiCaprio e o Tobey McGuire.

Pra quem quiser, tem o trailer aqui.

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Finalmente, minha opinião sobre a história.

Bom, eu achei o enredo meio "meh", e olha que eu já ouvi gente falando que esse era um dos melhores livros que eles tinham lido, etc etc etc.

Não sei se foi porque eu não entendo muito da história dos EUA, mas a crítica do autor não ficou muito clara pra mim. É claro que eu percebi a superficialidade nas relações dos personagens, mas eu li o livro esperando que fosse mudar alguma coisa na minha vida, não que eu quisesse dar uma vassourada na cara de cada um dos personagens. E sinceramente, ainda bem que depois de Gatsby e Emma vem O Hobbit, porque eu não aguento mais ler sobre pessoas ricas que ficam fazendo nada o dia inteiro. É muito chato ler sobre a vida dessas pessoas, só que o ponto é ler essas obras e invejar a vida que elas têm, porque enquanto a Daisy e o Tom podem ser os seres mais escrotos do mundo, eu tô aqui, às 3:27 da madrugada escrevendo essa resenha.

*recalque de pobre*

Enfim, até uma boa parte do livro, a leitura flui sem que nada aconteça, NA-DA, aí de repente, nas últimas 50 páginas tudo acontece e de repente o livro acaba, você xinga todos os personagens, fica com dó e julga o Gatsby, tudo ao mesmo, e também quer que a Nova York dos anos 20 pegue fogo.

Ok, li o livro por causa do desafio, li com esperanças de ser muito bom, mas acreditem: não é. Não recomendo se alguém quiser ler alguma coisa por diversão, mas se quiser conhecer sobre história e ver como era a sociedade americana naquela época: go on, Fitzgerald foi o autor que melhor conseguiu retratar a Era do Jazz, tanto que foi ele quem deu esse nome. Ele conseguiu fazer isso porque viveu aquilo, exatamente aquilo, tanto que Gatsby é quase um alter-ego do Fitzgerald.

Agora acabei. Beijos.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

FRANKENSTEIN OU O PROMETEU MODERNO de Mary Shelley

Título: Frankenstein ou o Prometeu moderno
Título Original: Frankenstein or the modern Prometheus
Autora: Mary Shelley
Editora: Nova Fronteira

Depois de quatro meses, eu finalmente estou fazendo uma resenha de algum livro do Alphabethlon, e como eu disse antes, vou pular Emma por enquanto porque aquele livro é boring demais pra minha vidinha pouco movimentada.

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Frankenstein é um grande clássico da literatura, um ícone da cultura pop e precursor da ficção científica inglesa. Acho que junto com Drácula, é uma das criaturas mais famosas da ficção, fazendo com que a sua história seja muito difundida, mas nem todos sabem a verdadeira história por trás do famoso monstro.

Victor Frankenstein é um jovem nascido em uma boa família, e que desde cedo mostrou grande interesse pelas ciências naturais. Então, quando ele vai para a universidade estudar as matérias que tanto o intrigavam, sua sede de conhecimento e ambição fazem com que ele acredite que possa se tornar um novo deus e criar a vida com as próprias mãos. 

Durante meses ele se tranca em seu laboratório, mergulhado em sua pesquisa, juntando partes de corpos humanos, dando finalmente vida à sua criatura. Quando a criatura abre os olhos, Frankenstein fica atormentado com a aparência monstruosa dela e decide abandoná-la. 

Diante do abandono de seu criador e do repúdio das outras pessoas, a criatura torna-se um ser amargurado e cheio de vingança, jurando vingança a Frankenstein. Por causa do monstro, ele vê a felicidade se esvaindo pouco a pouco de sua vida e vai perdendo seus entes queridos, até que, sozinho no mundo, resolve sair à caça da criatura, antes que ela traga desgraça para o resto da humanidade.

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Ao contrário de Emma, levei menos de uma semana pra terminar de ler Frankenstein, que diga-se de passagem, gostei muito.

Eu ia ler umas análises sobre o livro, mas acabei ficando com preguiça e acabei fazendo a minha resenha direto mesmo. Não que alguém se importe, mas anyway. 

Mesmo sendo um livro curto, de 244 páginas, Frankenstein aborda vários temas filosóficos, então pra começar direito, vamos primeiro ao título: no original, o nome do livro é Frankenstein or the modern Prometheus, que em português ficou como só Frankenstein mesmo e que agora, com a coleção Saraiva de Bolso, a Nova Fronteira resolveu traduzir o nome direto do original, em vez de manter o título já consagrado aqui no Brasil.

A relação entre Frankenstein e Prometeu se dá pelo fato de que ambos desafiam forças superiores e tentam fazer algo que lhes é proibido (Prometeu leva o fogo aos homens e Frankenstein tenta recriar a vida humano). Prometeu, ao dar o fogo aos homens, fez com que ele se tornasse superior aos demais animais, e Frankenstein quis ser o deus de uma nova espécie que ele mesmo criaria. Ambos mais tarde são punidos severamente pelos seus atos.

Outro ponto importante que existe no livro é a relação entre criador e criatura: após anos de trabalho, Frankenstein simplesmente abandona a criatura que havia criado, por ter uma aparência muito feia, o que acaba afetando profundamente no caráter do monstro no futuro. Mais pra frente, no livro, depois de ter lido Paraíso Perdido, a criatura se compara a Adão, mas diz que não lhe foi possível desfrutar do Paraíso, e que nem sequer possuía uma Eva para dividir a sua dor.

Uma coisa que vale ressaltar, é que Frankenstein é o nome do criador, a criatura é chamada de "monstro", "criatura" e "demônio" durante toda a narrativa, mas todo mundo se refere a ela como Frankenstein por causa de uma das adaptações para o cinema, e a partir de então, o monstro passou a ser chamado assim.

Um dos pontos principais que devem ser discutidos com relação ao livro, é o caráter da criatura. Frankenstein o descreve como um monstro cheio de ódio, um ser maligno e sedento de vingança, mas como a própria criatura conta mais tarde, ele não nasceu assim, mas foi influenciado pela sociedade.

Muitos filósofos através da história (Hobbes, Locke, Rousseau, etc) defenderam que o homem não é mau por natureza, mas que adquire essas características conforme as regras e convenções que a sociedade em que vive possui. A criatura tentou ser boa, mas por causa da sua aparência, ele foi maltratado por todos que o encontravam e isso fez com que o seu coração se enchesse de ódio, sentimento esse que acabou sendo voltado contra aquele que o fez daquele jeito: o seu criador.

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Bom, depois desse post longo, vou falar a minha opinião sobre o livro:

Gostei muito dele, principalmente porque é tem uma história densa, mas não é parado como Emma, a ação se desenvolve rápido.

Outra coisa que eu esqueci de falar lá em cima é que não se sabe quem é o vilão da história: o monstro por matar os entes queridos de Frankenstein, ou o doutor, por ter feito a criatura e abandonado ela.

Enfim, criei uma relação de amor e ódio com os personagens do livro (não é bem esse o sentimento, mas não quis perder a frase feita). Fico com dó do monstro porque todo mundo quer matar ele só porque ele é feio ( tá bom que ele tem 2,50m e todo deformado) e quero bater no Frankenstein porque ele largou uma criatura gigante e com capacidades físicas superiores a de um ser humano normal solta por aí, e foi burro o suficiente pra deixar com que ele matasse toda a sua família (sério, dava pra evitar metade disso matando o ser logo no começo).

Enfim, taí a minha resenha. Agora vou ler Grande Gatsby e espero que também seja um livro bom. Vou ler Emma assim que me der vontade/tempo/saco. Até mais.